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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Jogatina Solo - Império Central da Galáxia - Parte 2

 Cena 2 (Continuação)

Um combate se inicia. Defino o piloto inimigo com o modelo Tático, com Combate +3 e também Veículos +3. Rolagem de iniciativa da Rodada 1. [3 para mim, 5 para o inimigo]

Não consegui ser rápido o bastante, depois de derrubar o indivíduo que queria me abordar. O piloto da nave à minha frente, por outro lado, manobra com agilidade e me pôe na sua mira.

Vou considerar que a nave inimiga é um pouco melhor que a que eu uso, apenas. Durabilidade 10, Autonomia 10, Disparadores de Laser Frontais de Ataque +2, Velocidade e Voar. O piloto está no controle das armas: [1 + 3 + 2] de Ataque vs minha defesa [6, explode para 4 + 2 ,+ 4]. Não sofro dano.

"Manobra evasiva! Eu faço a nave girar sobre o eixo e subir um pouco, antes de atirar"

Minha vez: [3+1+3] vs [5+3]. Sem dano. Considero que acertei numa parte bastante resistente da nave inimiga, que não repercute em ameaça para a estrutura.

Rodada 2. Iniciativa: [4 minha, 1 inimigo]

Sigo atirando, como se fosse apenas a continuação do ataque do turno anterior. [1+1+3] vs [4+3]. Outra vez, sem dano. Agora, o inimigo ataca: [4+3+2] vs [4+4]. Sofro 1 de dano, a nave sofre um abalo, perdendo 1 de Durabilidade.

Rodada 3. Iniciativa: [6 minha, 4 dele]

Ataque do Trent:[4+1+3] vs [5+3]. Outra vez, não causo dano... Tá osso! Ataque inimigo: [1+3+2] vs [1+4]. Outra vez, não consigo manobrar corretamente para uma manobra evasiva e sofro 1 de dano na Durabilidade.

Rodada 4. Iniciativa: [2 minha, 3 dele]

O inimigo segue seu ataque. Dessa vez, vou dispôr de 2 de Energia para minha defesa: [6, que explode para 6+3, primeiro explode para 6+2, outro que explode para 3+2; (3+2+3+2)+3+2; totalizando 15!] vs [3+4+2]... Muita falta de sorte! Perdi 6 da Durabilidade, o que significa que estou com 2 sobrando... 

No meu turno, em vez de atacar, eu saio dos controles da nave correndo e vou saltar pela abertura lateral - que ainda estava aberta - e gastar 3 de Energia para um teste, tentando alcançar um lugar onde possa me agarrar em algum prédio dos arredores, ou quem sabe algum lugar macio onde cair: [1+3] Falha! Vou jogar 1 dado, para saber a quantos "hexágonos" estou do chão: 6!!!! Cada hexágono são 12 metros, o que significa que estou a 90 metros do chão... Calculando 1d6 de dano para cada 3 metros percorridos numa queda, eu poderia sofrer 30d6 de dano!!

"Queria não ter estado em Porto Libre naquele dia..." é meu último pensamento, antes de falhar miseravelmente em me salvar com um salto desesperado.

Só resta uma escapatória. Perguntar ao Oráculo se eu serei salvo no último segundo por algum personagem inesperado e aleatório do cenário:

.

.

.

[4] FUCKING 4!

(CONTINUARÁ... ainda bem! Aliás, depois de 2 cenas, sendo uma delas tão eletrizante, eu bem que mereço considerar que isso foi um fim de sessão e me dar 1 Ponto de Progressão!)



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Jogatina Solo - Império Central da Galáxia - Parte 1

 Cena 1 - Decolagem

"Melhor do que ficar neste planeta sem nada pra fazer", pensa Trent. Então, ele responde sim ao novo contratante. Não há contrato a assinar, só um aperto de mão um tanto inconveniente.

- Esperarei você no hangar 14, é onde está minha Star Cougar - o homem diz, com a voz afetada típica dos ricaços, enquanto caminha para a saída do pub onde nos encontramos.
- Eu estarei lá em dois minutos...

Eu me dirijo ao atendente no balcão, perguntando se o cara que acabou de sair é conhecido, tipo figura da mídia, ou cidadão renomado - no bom ou no mal sentido. O Oráculo responde se o barman conhece o meu contratante: [6] Sim. Rolo na Tabela 1- Tema para saber que tipo de conhecimento o barman tem dele (essa Tabela, originalmente, serviria apenas ao Gerador de Aventuras, mas nada impede que sirva a outros propósitos num jogo Solo, como inspirar a criatividade): [1,6] Poder!

- É um homem poderoso. Já foi Prefeito, Governador, Deputado... Está tentando se tornar Senador Planetário atualmente.
O atendente não para de organizar copos e garrafas para me responder, então eu não o atrapalho por mais tempo. Fico apenas pensando: "com todo esse poder, ele poderia ter um piloto particular no contra-cheque já há bastante tempo, sem contar a escolta armada, ou alguns seguranças civis, no mínimo... Por que contratar um freelancer? No mínimo, ele quer discrição... Espero que não seja mais que isso!"

Rumo para o hangar 14, andando pelo gigantesco porto aeroespacial da cidade numa das muitas esteiras deslizantes do lugar. Estou ansioso para conhecer a tal Star Cougar. Será uma nave bacana de pilotar? Estilosa? Arrojada? Vou rolar um dado simplesmente para dar uma nota para a nave: [3] Caramba... Deve ser a pior nave do cara... Feia, suja, fora de catálogo...

Vou construir a nave nas regras
Star Cougar - Nave Particular: Durabilidade 10, Autonomia 10, Disparador de Laser Fixo Frontal de Ataque +1, Velocidade e Voar. Não foi feita para alcançar o espaço. Se adquirida, custaria 4 PP.

 O homem me encontra observando a sucata voadora com a boca aberta. Acho que pensa de mim o mesmo que eu penso da sua máquina:

- Você jamais viu algo tão rápido na sua vida, tenho certeza! - ele ri, como se quisesse parecer simpático e me alcança o cartão de desbloqueio dos sistemas. Eu abro as portas com presteza e o ajudo a chegar ao seu assento.

- Não vou lhe oferecer um serviço de bordo nesta viagem, meu senhor - eu lhe digo, fingindo um tom de servidão e animação -, porque é minha primeira vez nesta nave, mas se nossa relação contratual se estender para outros eventos, posso providenciar lanchinhos e bebidas. 

Ele segue a conversa animadamente? [2] Não. 

- Se eu precisar de lanches, eu contrato uma secretária para esse fim. Siga para as coordenadas no cartão, ligue uma música tranquila e fale somente o necessário, com as torres de controle. 

Okay. Ele não é simpático de verdade, eu já imaginava.

Teste de Veículos para iniciar o voo, só pra ver se o caos acontece! [4+4] Sucesso.

Sigo o protocolo de navegação, solicito autorização de decolagem e alço voo. A nave faz um tanto a mais de barulho do que eu gostaria, balança um pouco na partida e eu tenho de fazer um bocado de esforço para colocá-la no prumo, antes que quase impacte contra um prédio próximo do porto, mas, sem falsa modéstia, eu sou bom o bastante para fazer tudo isso sem que o porco engomado perceba.

Eu não rolei o local dessa cena e ainda não havia definido os acontecimentos aleatórios dela, mas acho que agora pode ser um bom momento. [3,3] Dois eventos positivos, que serão : [4,4] "Um novo caminho surge (x2)". Considero que a repetição intensifica a resposta, então tenho mais de um caminho para seguir para o nosso destino, tranquilos, de modo geral.


Cena 2 - Havia uma nave no meio do caminho

Local [5,6;3,5]: Perto e Lotado

Elementos de Cena: [4,5] Dois elementos negativos, os quais são [4,2]: "Uma batalha, perigo ou desavença em andamento" + "Um pedido ou exigência"

O tempo da viagem não é muito longo. Em termos continentais, levando em conta a velocidade que uma aeronave - mesmo uma péssima aeronave - é capaz de alcançar, é "logo ali". Mas, enquanto eu procuro um pátio de pouso no local indicado, sou surpreendido pelo movimento nas ruas e mesmo no espaço aéreo ao redor da mansão que estamos indo "visitar". Parece haver bloqueios de trânsito, pessoas procurando abrigar-se e esconder-se e um verdadeiro tiroteio!





- Hã, senhor! - eu abro o canal de comunicação com o meu chefinho - Parece que não viemos em boa hora!

Pergunto ao Oráculo: Ele me pedirá para pousar, ainda assim? [1] Não

- Tire essa nave daqui, então, seu idiota! O mais rápido possível!

O "idiota" aqui vai fazer o que o patrão está pedindo, mas ele acaba de contrair uma dívida maior do que o pagamento prometido. Nisso, uma nave circulando por ali, coloca-se no meu caminho e eu ouço, no canal aberto de comunicação:

- Pare essa nave onde está! Deixa-a ligada e flutuando e saia imediatamente!

"O cara tá me mandando saltar da nave? Quem ele pensa que é?"

Pergunto ao Oráculo: a nave tem dois paraquedas? [1] Não.

Eu olho para trás e meu chefinho já tomou o único paraquedas presente na nave em suas mãos, abriu o compartimento de passageiros e saltou. Grande dia!

Pergunto ao Oráculo: a nave que me ordenou abandonar o voo está fortemente armada? [1] Não. Eles são de uma facção criminosa, ou da polícia local? [3] Facção!

Eu consigo analisar a minha situação rapidamente. Tá acontecendo uma guerra por aqui e eu fui condecorado como aquisição estratégica pelos bandidos. Ou melhor, a nave que estou pilotando. Bem, ela não me pertence, mas meu chefe acaba de me abandonar, logo, ela é minha agora. E eu não vou entregá-la sem luta. Lá fora, eu vejo que os caras abriram seu compartimento de passageiros e um grandão com um rifle laser está se preparando pra me abordar, como fazem os piratas do espaço... Mas a nave dele (e de quem mais estiver com ele ali) não tem poder de fogo maior que a minha...

Sem pestanejar, eu miro no inimigo vulnerável e ataco. Eles não esperam por isso, com sua arrogância de criminosos, então é só eu não errar o tiro! (Estou considerando que tenho um turno surpresa. O bandido não somará sua Perícia Combate para se Defender) [3+3+1 = 7 vs 5; Dano 2]

Não há uma regra de escala de poder em Império Central da Galáxia, mas vou assumir que ela existe, funcionando da seguinte maneira: armas de nave são mais poderosas que armas pessoais, assim como a Durabilidade de um veículo também significa muito mais que os Pontos de Vida de um indivíduo comum. Uma nave que ataque um indivíduo soma +8 no dano final. Já uma nave atingida por armas pessoais de alta tecnologia recebe +4 de Defesa; armas de baixa tecnologia não fariam nem cócegas.

 Isso significa que causei 10 de dano no carinha que estava se preparando pra pular sobre a minha nave. Mas eu não havia determinado seu Modelo anteriormente. Vou considerar que é um Soldado, então ele tinha 2d6 PVs, inicialmente, para uma média de 7, o que significa que ele morreu.

O inimigo, agora pouco mais que um rato torrado, cai da nave. O piloto reage, posicionando a nave, e nós agora vamos ter um combate aéreo de verdade!

(CONTINUARÁ


terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Jogatina Solo - Império Central da Galáxia - Parte 0

 Provando que quem não está morto sempre volta a aparecer, estou de volta ao Blog! Pois, já que janelas de oportunidade para jogar RPG Solo gravando para o canal Covil do Narrador têm sido raras, jogatinas escritas tornam-se interessantes.

Lançado na finaleira de  2023, Império Central da Galáxia é um RPG que escrevi com muito carinho e paixão, pois se tratava daquele que seria meu primeiro jogo completo e traria um tema que admiro demais, que é a Ópera Espacial. Tendo por base o Documento de Referência do Sistema C4, o ICG é um jogo simples, mas abrangente, onde abordei a síntese de um cenário, modificações e adaptações da regras originais ao contexto da Ópera Espacial, tabelas para gerar aventuras e regras detalhadas para jogar em modo Solo e Coop sem Mestre.

E, dada essa devida introdução, vamos à jogatina!


O Protagonista

Começo pela criação de um personagem. Estou imaginando um homem da casa dos 30 anos, alto, atlético, usando colete de "couro artificial" sobre um uniforme surrado de piloto. Ele esteve trabalhando com compra e venda de produtos diversos nos últimos meses, fazendo viagens de um planeta ao outro em sua nave particular - tudo legalmente, a princípio, embora ele não seja do tipo que se recusaria a driblar fiscais para pagar menos taxas de importação -, até que, em uma parada numa estação espacial chamada Porto Libre, esteve bem perto da morte. A estação foi alvo de algum tipo de ataque ou sabotagem e foi destruída, mas não sem antes disparar uma única cápsula de fuga com nove tripulantes, dentre eles o meu protagonista. Mais tarde, a cápsula de fuga foi encontrada por uma nave patrulha do Império e os resgatados deixados num planeta hiperpopuloso chamado Ameriga, no aguardo de serem chamados para prestar depoimentos acerca do desastre - praticamente à própria sorte, na realidade. E o piloto ficou sem sua nave... A propósito, seu nome é Trent.

Este é o ponto onde minha história vai começar. Na verdade, praticamente uma fanfic, pois esse pano de fundo foi retirado, resumidamente e com pouca alteração, de um jogo de computador muito querido por mim, chamado Freelancer

Tenho a história, vamos à ficha. Em ICG, é muito simples e rápido: 

Pontos de Vida 8, Pontos de Energia 12. Tenho mais talento que resistência física, mas não chego a ser franzino. Perícias: Veículos + 4, Combate +3, Tecnologia +2, Lábia +1. Com alguns dos 5 Pontos de Progressão iniciais, acrescento Conhecimento (Astronomia & Astrofisica) +1 e Coragem +1 (esta, porque imagino que haverá momentos assombrosos nas aventuras, capazes de testar sua sanidade). Equipamentos: uma pistola de energia +1 (1PP), um comunicador de alcance planetário (1PP) e um kit de ferramentas portátil (permite consertar um veículo, sem custo em PE, tendo peças sobressalentes e uma hora disponível por Ponto de Durabilidade recuperado; alternativamente, permite gastar 2PE para cada ponto de Durabilidade recuperado, num conserto improvisado e apressado; 1PP). Estes equipamentos foram criados a partir de extrapolação das regras, com alguma liberdade criativa, da mesma forma que os exemplos de equipamentos presentes no manual.




O Começo

Minha ideia para começo de campanha é que Trent vai tentar conseguir algo para fazer em uma grande cidade - quem sabe, um emprego temporário -, enquanto a inteligência do Império o mantém "hóspede", até que a investigação sobre a destruição de Porto Libre chegue a uma conclusão. Isso o leva a conhecer alguém que o contratará como piloto para uma tarefa. Assumo, então, que a oportunidade aparece e o Gerador de Aventuras me diz o seguinte: Tabela 1 - Tema [5,6] Discórdia; Tabela 2 - Ação [5,4] Resgatar.

Preciso detalhar isso. Pergunto ao Oráculo: A pessoa que me contrata está envolvida em alguma rixa? [1] Não. Aquilo que será resgatado é uma coisa ou pessoa? [2] Coisa. Eis o que consegui imaginar como resultado:

Um homem corpulento e desagradável colocou um anúncio de contratação de piloto nos classificados do porto. Eu o encontro e fico sabendo que ele tem uma disputa judicial com sua ex-esposa e quer de volta alguns objetos que ficaram com ela na separação. Conseguir uma escolta e um oficial de justiça para acompanhá-lo, segundo ele, seria dispendioso demais e exigiria muita burocracia. Ele tem uma nave particular (algo semelhante, nesse caso, a uma van voadora) e só precisa de um piloto que o leve até lá. O pagamento é bom, mas há um risco: o atual companheiro de sua ex-esposa é um cara esquentado e, segundo dizem os boatos, envolvido com atividades do submundo. Talvez ele não queira receber visitas...

(Continuará!)

segunda-feira, 5 de junho de 2023

Campanha Solo - William Phantom e o Detetive Fantasma (Cena 6)

 A partir do limiar da mata, William Phantom tenta descobrir para onde a bruxa foi, ou talvez onde o garoto Richard Smithers possa estar sendo mantido em cativeiro.

[Dado de Karma inicial da Cena: 6. Complicação da Cena: Um NPC age de repente. É a bruxa? Sim. Ação: algo inesperado ou perspicaz]

Longe dali, a bruxa decide deixar o detetive fantasma, Joe, solitário em sua cela mágica e corre pela mata, com um livro de feitiços numa das mãos.

[Ela está indo em direção ao detetive William Phantom? Sim. ]



Logo, no meio de uma trilha, cercado por árvores sombrias, de aspecto macabro em seus galhos e copas, William dá de cara com a bruxa.

[A bruxa está agindo da seguinte forma: 5paus --> Mover físico]

A mulher caminha displicentemente em sua direção, ignorando o fato de que William está armado e abre o livro de feitiços, com um sorriso cínico no rosto. William aponta sua arma e ordena:

- Largue o livro no chão e se abaixe com as mãos na cabeça! A senhora está presa, em nome do Departamento de Polícia de Megalocity. Não me faça atirar, para deixar um jovem órfão, aqui e agora!

[Reação da bruxa: Busca Vantagem --> Oráculo de Descrição: Simples Aparência --> Movimento de Ritmo: Amostra de um problema que está por vir. Vou interpretar tudo isso como ela apontando para uma página de seu livro e proferindo uma ameaça para William]

- Eu só preciso tocar numa letra desta página - ela diz - e você, senhor William, estará condenado a me servir! O feitiço já está pronto! Agora, largue essa arma, ou eu executarei o movimento final! - ela gargalha, bem ao modo dos grandes vilões.

[Rolando 1d6 pra ver se alguma alteração de cena acontece: Não.]

William para e pensa. Sua única chance verdadeira é atirar. Se largar sua arma, pode estar se condenando. Mas matar essa mulher não parece uma solução bonita. Ele está agindo sob pressão, numa mira rápida para derrubar o livro das mãos da maligna Emma Baker.

Ele atira e BANG! [Total de 13], uma mão ferida e um livro voando para longe. Mas a bruxa não se intimida! Vira o rosto enrugado de raiva para William, com a boca espumando, e começa a proferir uma Maldição de Enfraquecimento. [O Movimento de Ameaça exige um novo rolamento de Agir sob Pressão: FALHA! ] William ouve o encanto e se sente mal, como que nauseado, cambaleante e inseguro. [Dado de Karma cai para 5. Movimento Menor: Amostra de um problema que está por vir]. Depois disso, a bruxa inicia algum tipo de encantamento mais elaborado, gritando palavras ininteligíveis, de olhos revirados nas órbitas, levantando uma ventania sob seus pés, com as mãos dançando em frente ao corpo.

"Okay! Isso é um alerta para sair daqui!", pensa William. Ele observa os seus arredores e tenta avaliar como está sua situação.

[Perceber uma enrascada: Sucesso. Qual a melhor forma de sair? 9ouros --> Operação ou Qualidade Desagradável]

William nota, ao lado da trilha onde está, um barranco escondido atrás de arbustos. Jogar-se ali poderia escondê-lo, por um tempo. 

[Outra vez, Agir sob Pressão, para evitar se machucar. -1 pelo feitiço da bruxa, porém +1 por agir de acordo com o Perceber uma Enrascada: Sucesso Parcial. Ele pode conseguir se esconder, mas vai se machucar bastante, rolando barranco abaixo. Marco 1 Ferimento, por falta de referência no livro quanto a isso]


Enquanto isso, afastado dali, o Detetive Fantasma Joe consegue escapar da prisão imposta a ele pela feitiçaria da bruxa [Assumi, simplesmente que, pelo tempo passado, ele já teria dado algum jeito]. Ele observa dentro da cabana onde está, tentando avaliar se algo ali presente poderia ser usado contra a própria dona do lugar.

[Inicialmente, entendo que Perceber uma Enrascada parece ser capaz de fornecer as respostas que eu procuro: FALHA. Dado de Karma cai para 4. Movimento Menor: Um custo. Ou seja, eu posso ter o sucesso da ação, mas algo errado vai acontecer. Adiciono uma Complicação: Aparece um NPC Inesperado. Um novo lacaio? Sim]

Joe enxerga um espelho semi-protegido por um pano, pendurado à parede. Ele entende que espelhos podem ter algum poder sobre bruxas, da mesma forma que elas o usam para algumas de suas feitiçarias. Quando decide pegá-lo, um novo inimigo aparece: [Oráculo de descrição -> 9copas: Sentido/significado Desagradável] ao retirar o pano que estava sobre o espelho, Joe faz cair um frasco de vidro escuro que, quebrando contra o chão, revela um enxame de homúnculos!

[Joe alcançou 5 Pontos de Experiência. Eles são apagados e o fantasma evolui: +1 em Firmeza. Por conveniência...]

Joe se agarra ao espelho e tenta correr para sair dali. Sucesso Parcial, mas gasto pela primeira vez um ponto de Sorte. Saindo acelerado, aos tropeços, Joe deixa várias coisas caírem (ele esqueceu que pode se fazer intangível), e isso acaba atrapalhando o enxame de homúnculos que tenta persegui-lo.

Agora ele busca descobrir para onde a bruxa foi. Ele ouviu um tiro, então não deve ser difícil seguir alguma direção.


Nisso, a Bruxa está procurando por William, que se escondeu sob o mato rasteiro, abaixo de uma ribanceira. [Ele consegue enxergá-la dali, enquanto ela tenta avistá-lo? (Provável) Sim. ]

Ele atira, pois, pra o azar dela, está bem na mira! (Ele agora está em situação de desespero e não pode se dar o luxo de escolher preservar a vida dela) [+1 de dano nela] [Ela conseguiu perceber de onde veio o tiro? Não.] [Como ela reage? Age conforme sua personalidade --> 2paus; Procurar / Mágico, Estranho, Intuitivo]

Ela tenta recitar um encanto para que um olho espectral a guie até William. Isso levará tempo e a deixará distraída, portanto William tem uma oportunidade de ouro para escapar ou fazer qualquer outra coisa. [Joe já conseguiu trazer o espelho até aqui? (Provável) Ainda não. William tem, à sua disposição, alguma munição especial para confrontar seres sobrenaturais? Não]

William sai dali furtivamente e vai procurar o local onde a bruxa deve ter deixado o garoto Richard Smithers prisioneiro. [ Investigar o Mistério --> Sucesso! Pergunto: o que está sendo escondido? Para onde foi?] Ele encontra uma trilha e segue rastros, até alcançar uma gruta. O garoto está amarrado e amordaçado ali. William o liberta e ordena que corra para fora da floresta imediatamente e busque reforços da polícia.

Nisso, Joe finalmente chega a onde a bruxa está. Ele para com o espelho em pé e se concentra em manter sua forma fantasmagórica capaz de segurar o espelho, mas mantendo-se invisível. Então, ele assobia e grita: - Ei, sua bruxa babaca!

Surpreendida, ela tem sua magia ritualística parcialmente interrompida e toma um grande susto ao ver seu reflexo no espelho. Sua face se altera e ela tenta sair voando dali. [Algum outro tipo de efeito ocorre, talvez devido à interrupção da magia que ela estava utilizando? Sim] Contudo, graças ao fato de ter visto o espelho antes de concluir a magia que realizava, a bruxa acaba sofrendo um efeito adverso: (Rei de ouro --> Digno) o olho místico que tentava evocar torna-a visível para uma entidade qualquer de poder elevado... alguém que não ficará contente em saber o que ela tem feito. Ela consegue fugir, mas isso não durará muito tempo...

...

Mais tarde, William Phantom reencontra seu amigo fantasmagórico e relatam os acontecimentos para a polícia. Eles sabem que poucos no departamento são capazes de compreender os fatos, mas, ao menos, o sequestro de Richard Smithers está resolvido. A bruxa pode se tornar um problema de novo, no futuro, mas não por agora. 

Esta caçada terminou!

sábado, 14 de janeiro de 2023

One-shot Solo - Oráculo de Sim/Não - Dungeon Crawling

Esta aventura servirá como exemplo de como é possível jogar Rpg mesmo sem um sistema, apenas usando a aleatoriedade de um ou dois dados comuns, na forma do Oráculo de Sim e Não. Além disso, a aventura atende ao Desafio de One-shots Solo para o ano de 2023, proposto por Felipe Cortes e Titi Diéfersom na comunidade Solo RPG.

Ao jogar um só dado, números altos (4-6) significam SIM; baixos (1-3), NÃO. Pra ter um pouquinho de controle, é possível determinar que algo é provável ou improvável. No primeiro caso, joga-se então dois dados, para ficar com o MAIOR resultado como resposta. No outro caso, fica-se com o MENOR resultado.

Ao longo do texto, vou exibir apenas o resultado das rolagens. Bora começar!

Vejamos como será o personagem:
É um homem? Não
É uma mulher humana? Não
É uma criatura bissexuada e metamórfica, como um/uma dopleganger? Sim.
Luta bem? Sim
Usa armas? Não
Possui algum poder místico ou sobrenatural? Sim

Assumo que se trata de um(a) dopleganger Monge. 

A aventura começa já na dungeon? Sim
É um forte antigo, arruinado e abandonado? Sim
Está escuro? Sim
Minha personagem enxerga normalmente no escuro? Sim.

O lugar está coberto de sujeira, pedaços caídos do teto, teias de aranha e vegetação rasteira. A fraca luz da lua minguante não é capaz de fazer visíveis todas as cores do antigo forte, mas Shirie (a Personagem) enxerga as formas no escuro, mesmo assim.




Há uma escadaria no centro deste ambiente, levando para uma masmorra subterrânea? Sim.
Há alguma criatura ou ser invasor neste ambiente, que possa me oferecer perigo? Sim
É uma criatura viva? Sim
Humanoide? Não
Animal? Não
Criatura bizarra e amorfa? Sim.

Depois de perceber uma escadaria no centro do salão, que provavelmente leva ao subterrâneo, Shirie nota que algo se mexe no meio dos escombros: uma espécie de geleia viva. Ela se põe em posição, numa postura de luta defensiva, própria do estilo do rinoceronte trovejante.

A criatura é lenta? Sim
Jogando uma pedra contra a criatura, eu consigo feri-la? Sim
Ela revida imediatamente? Não. Assumo que usa todo sua "ação" para se posicionar perto de mim.

Usando movimentos ágeis, Shirie levanta uma pedra dos escombros, como se fosse uma bola, usando um dos pés, para então empurrar a pedra no ar, arremessando-a contra a geleia viva. A criatura perde um pedaço de seu corpo, mas segue se movendo, até estar tão perto quanto possível.

Uma sequência de socos e chutes contra a criatura é eficiente para feri-la? Não.
A criatura me ataca com um golpe de pseudópodes? Não.
Ela se joga contra mim? Não.
Ela tem algum poder psíquico? Sim.

Shirie golpeia o estranho inimigo várias vezes, praticamente sem notar nada como o ser sentindo dor. Então, a geleia vibra e um som esquisito parece soar dentro da mente da doppleganger.

O golpe psíquico da geleia me abala? Não.
Usarei um poder que me fortaleça e despejarei sobre a geleia uma chuva de golpes. Isso a fere? (Provável) Sim.
Está derrotada? Não

Shirie responde com uma evocação do poder de seu Chi: fortalece seus músculos e ossos e então despeja uma chuva de socos contra a criatura. Mas, por mais que perca pedaços, a geleia viva continua o embate.

A criatura me ataca com outro golpe psíquico? Sim.
Eu me sinto atordoado? Sim.
Serei derrubado? Não.

Um novo golpe psíquico deixa Shirie atordoada, mas a postura do rinoceronte trovejante foi eficaz em evitar que caísse, vítima desse estranho poder.

Tento um golpe giratório com a perna direita. Consigo ferir e arremessar a criatura para longe? Não.
Sou contra-golpeado? Sim.
Isso me deixa ferido? Sim.

Shirie está usando todos os seus melhores golpes, aprendidos com os grandes mestres do estilo. Mas a geleia viva não se abala e devolve um tapa com um pseudópode. Seu corpo está sendo torturado.

Mais um golpe de punho contra a criatura. Eu consigo feri-la? Sim.
O ferimento é suficiente agora, para dar cabo dela? Não.
Ela usa novamente o golpe psíquico? Sim.
Estou derrotado? (Improvável) SIM

Um golpe desesperado, outro ferimento na criatura, mas ela ainda resiste. Então, num momento derradeiro, vibra outra vez, transmitindo diretamente para o cérebro da doppleganger um som intenso e aterrorizante, que faz Shirie desmaiar

A criatura vai... me devorar? Não
Acordo, muito tempo mais tarde, por minha própria conta? Sim.

Já é dia, quando Shirie percebe o som de pássaros. A luz do sol alcança seu rosto, como uma chamada para a vida. Vida! Viva! Ela está viva! "Maldita vida", ela pensa. Dolorida, de orgulho ferido, ela muda sua forma. Ele, agora. Será seu pronome pelos próximos dias. Mas, mais que mudar um pronome, ele tenta apagar as escoriações, hematomas e manchas de sangue. Bom, da roupa será mais díficil - será preciso lavar.

A criatura geleia ainda está por perto? Não.

Shirie está em dúvida. Talvez a escadaria estando livre agora seja um sinal, uma oportunidade. 

Eu tenho uma moeda num bolso ou algibeira? Sim.

"Devo ir embora ou seguir meu caminho por essa aventura, que já se mostrou tão perigosa?" O doppleganger lança a moeda ao ar, cata com a mão esquerda e coloca sobre o dorso da direita, de modo a manter escondida, fazendo um suspense para si mesmo.

Qual foi a resposta? Ela vai embora? . . .


quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Campanha Solo - William Phantom e o Detetive Fantasma - Cena 5 (parte 2)

 (Pergunto: Mark vai discutir com o pai (provável)? Não.)

- Pai! O que está acontecendo? - o garoto, que há pouco retornou à casa, encara o pai, ainda perturbado de mais para compreender o óbvio.

- Rápido, rapaz! - grita o pai, enquanto arrasta um balcão sobre a porta do quarto - Me ajude a trancar o homem aqui, antes que ele tente atirar na sua mãe!

O menino não tem força emocional para questionar a ordem do pai.


Nisso, Joe, o Detetive Fantasma vai entrar na sala. Ele está visível e menos assustador do que estava agora há pouco, mas está irado com toda essa situação. Ele entra na mente de Mark, esbravejando telepaticamente:

- Seu pai está tentando impedir sua mãe de dar explicações sobre o que ela fez com Richard! Não o ajude! Deixe a gente fazer o nosso trabalho e eu te prometo que tudo vai ficar melhor pra você e seu namorado!

Ação: Manipular Alguém => O argumento é convincente, mas ele precisa de uma prova de que tudo terminará bem.

- Como eu poderia acreditar em você? Nem te conheço e, Deus!, você é um fantasma! - ele grita, sem saber como se comunicar por telepatia.

(O pai do garoto reage à presença do Joe, principalmente depois de ouvir isso? Provável => Não. Está muito focado)

- Seu namorado pode estar sozinho, com frio, fome, até machucado... Não quer mesmo discutir comigo agora, quer?

Isso o convence. Ele larga o balcão e tenta empurrar o pai, o que permitirá que William Phantom tenha uma chance de escapar do quarto em que o homem o havia trancado.

William ouviu parte do alvoroço do lado de fora e, vendo uma oportunidade de sair, tenta Agir sob Pressão  para passar pela porta e escapar = > O momento de oportunidade é bem aproveitado. Ele empurra a porta e passa acelerado. Enquanto isso, Joe tenta usar seus poderes místicos fantasmagóricos para se conectar à trama da realidade e saber aonde a mulher foi (Usar Magia => O feitiço exige alguns segundos e Joe tem que desenhar um símbolo no chão: sucesso!

- A mulher está no telhado, William! Eu vou segui-la. Tente subir pela calha! Rápido!

(Faz sentido que Joe simplesmente suba flutuando até o telhado. É algo comum de fantasmas em muitas mídias e vou considerar cânone do cenário).

Quando alcança o telhado, Joe vê que a bruxa está no meio de um ritual, de olhos vidrados no nada e braços abertos.

[Vejamos qual o propósito desse ritual: (Oráculo de Ação) Procurar Mente. Ela está tentando se conectar a uma mente em específico. Opções: Richard, o Goblin, alguma entidade que lhe auxilia em poder => terceira. Quem é essa entidade? (Oráculo de Descrição) Velho Sentido. Gerador de NPC: Classe alta, neutro, equipamento incomum. Seria o rei das fadas, Oberon? (provável) => Não Forte. Não é nenhuma fada. Um bruxo velho e que tem algo que ela quer? Sim fraco. É alguém com quem ela tem dívida e não tem intenções de ajudá-la com o que ela mais quer. Então ela tenta pedir um favor, numa forma de pacto. Ficaremos, por enquanto, sem saber o que ela quer e qual seria seu pagamento....]

Joe ataca a bruxa com sua força fantasmagórica, com a intenção de interromper seu ritual. (Ela está suficientemente focada no ritual para ser surpreendida? Sim.) Ela dá um grito e tropeça no telhado, caindo sobre as telhas. Mas rapidamente se recupera e busca vantagem, flutuando bastante acima.





[O pai de Mark, esposo da bruxa, vai tentar algo contra William, tentando impedi-lo de subir a calha? (pouco provável, porque o garoto está ali, agora como aliado dos detetives) => Sim, mas com o garoto me ajudando, não será difícil me livrar dele. Agir sob Pressão (bônus de ajuda do garoto:+1) => Sucesso.]

Quando alcança o telhado, William mira a bruxa voadora e fala alto:
- A senhora tem 5 segundos pra descer daí, ou eu vou atirar e a senhora vai ser a culpada de seu filho ver a senhora ser baleada! (Reação: Buscar Vantagem) => A mulher sai voando para longe, enquanto William fica pensando se ela não deveria estar usando uma vassoura.

Joe tentaria alcançá-la, mas sua condição de fantasma só permite flutuar por poucos momentos. Então ele precisará de novo de magia = > Sucesso. Usando gestos e palavras mágicas rápidas, ele levanta voo e parte em perseguição da velha bruxa. William desce do telhado o mais rápido que pode e vai até seu carro, para perseguir os dois.

(Ela está indo até onde deixou o garoto raptado escondido? Provável. => Não, mas está indo para perto de lá. Oráculo de Descrição: Uma cabana onde mantém seus artefatos mágicos e tomos místicos guardados, literalmente uma cabana de bruxa numa trilha da floresta).

Joe alcança a mulher, enquanto ela entra em sua cabana. Pode estar procurando alguma coisa. Ele tenta agarrá-la => Partir pra porrada: FALHA! Ação da NPC: Age conforme sua personalidade. A bruxa permite que o fantasma tente agarrá-la, mas ele não age rápido o bastante para impedir que ela tome um livro mágico nas mãos, que estava em uma estante, e leia um encantamento que ... (Dado de Karma cai para 3, Movimento menor => Situação desconfortável) ... enjaula o fantasma numa cela de energia de espiritual.

- Você é um ser que eu pretendo controlar, mas não tenho tempo agora. Seu amigo deve estar chegando daqui a pouco.

- Tire-me daqui! - grita Joe, furioso.

- Essa cela mágica deve durar algum tempo. E é inútil lutar contra ela. Agora, vou aproveitar o fato de que seu descuidado amigo me disse o próprio nome e farei um feitiço para controlá-lo, quando estiver diante de mim.

- Por que está fazendo isso, mulher? Por que causar mal ao pobre Richard Smithers?

- Ah, pobrezinho dele! Você tem pena? (Descrição = > 6ouro, mundano) Você não entenderia! Aquele moço corrompeu o coração do meu filho! MEU FILHO! Então, eu o ofereci às fadas. É justo, eu acho. Ele já é uma fadinha, não é mesmo? - ela ri, debochada.

- Pensei que bruxas fossem mais abertas ao pensamento livre, às liberdades de sentimentos e a todas as formas de amor. Seu filho ama aquele jovem! Você não quer a felicidade de seu filho?

- É claro que quero. É o que sonha toda mãe. Mas, antes, eu conseguirei um ritual que o faça deixar de ... dessas coisas. E quando eu o tiver curado, ele será feliz com alguma garota. E eu, um dia, terei netos!

- E é assim que a senhora e o seu marido pensam? Que é possível reverter magicamente a orientação sexual de um jovem e que isso está correto?

- Meu marido não sabe de nada! Se souber, é capaz de concordar com esse romance sujo, porque ele ama demais o menino!


No instante seguinte, William estaciona seu carro no limiar da floresta e corre na direção que ele acha que a dupla seguiu. 

CONTINUA

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Campanha Solo - William Phantom e o Detetive Fantasma - Cena 5 (Parte1)

 (Está bem claro pra mim que esta cena terá um confronto, mesmo que não seja físico. Na cena anterior, o jovem Mark Baker, já bastante nervoso, soube que sua mãe é uma bruxa e foi responsável por invocar o Goblin que sequestrou Richard Smithers, seu melhor amigo e 'já não tão secretamente' namorado) Pergunto: Mark tentará partir para o encontro de sua mãe imediatamente, em acesso de fúria (provável)? Não, ele não age com fúria, mas pede que William Phantom o acompanhe, dizendo:

- Vamos imediatamente ao encontro da mãe! Ela tem que me explicar isso tudo! Meu Deus, tudo isso é muita loucura!

- Acalme-se, garoto! Já vamos fazer isso. Mas precisamos de um plano - o detetive segura o rapaz, em consolação, mas também tentando impedir que se mova - Você nunca suspeitou nada a respeito de sua mãe? Nunca teve nenhuma pista de que ela praticasse algum tipo de feitiçaria ou bruxaria? 

(Investigar o Mistério: 11. O que está sendo escondido aqui? & Que tipo de criatura é essa?) (Oráculo, o garoto já ouviu a mãe falar ou viu a mãe fazer algo estranho/suspeito? Não. Existe algo na casa que chame a atenção, que pareça relacionado ao caso? Não. O pai já contou algo estranho ou peculiar sobre a mãe? Não fraco, ou 'não, mas...'. A natureza desse 'mas': Coringa, uso como substituto para uma carta a minha escolha)

- Não, mas ... eu me recordo que meu pai me contou uma vez que, quando conheceu minha mãe, ela lia muitos livros sobre lendas irlandesas, que me lembram aquela criatura que estava aqui há pouco.

Enquanto os dois conversam, o Detetive Fantasma, Johnathan Backalley, ou simplesmente "Joe", avisa que vai se dirigir à casa e, tentando chegar furtivamente, descobrir o que a mulher possa estar fazendo.

(Fantasmas são imateriais, logo não fazem barulho. Vou conceder algum tipo de Vantagem para Joe se aproximar furtivamente, no Agir sob Pressão. Um bônus de +1: FALHA!)

(O dado de Karma inicial da Cena é: 5, cai pra 4. Movimento menor: Tudo dá errado e ainda tenho um custo a pagar. Natureza do custo: 9paus, Aparência Desagradável)

O fantasma é visto andando no pátio da casa pela bruxa mãe. Protegida por amuletos, ela impõe sobre ele uma condição que altera sua tessitura espiritual no simples olhar. 

(Pergunto: ela tomará alguma ação imediata contra o Detetive Fantasma? Não.)

Tendo sido percebido e alterado pela bruxa, Joe procura recuar para o quarto dos fundos, onde William ainda está com o rapaz, alertando: "Ela me viu!" Nesse momento, a aparência alterada do Fantasma (que já assustava antes, pelo simples fato de ser um fantasma, afinal!), toca no mais profundo âmago do subconsciente de Mark Baker fazendo-o entrar em pânico e sair correndo. (Ele foge para longe? Sim, mas se recuperará logo e não estará tão longe assim, caso venha a ser conveniente tê-lo por perto de novo)

William está ciente de que não seria nada legal ter de matar a mãe do rapaz, mesmo sendo uma bruxa. Mas ele precisa cumprir seu dever de salvar o pobre Richard Smithers e, já que a bruxa deve ter sido a responsável pelo seu sequestro de fato, toma de sua pistola e vai na direção da casa.

Ele não tenta uma aproximação furtiva. Levanta o distintivo e avisa, pela mesma janela onde Joe fora visto:

- Abra a porta, senhora Baker, em nome da lei! Eu sou o detetive William Phantom, do Departamento de Polícia de Megalocity e a senhora deve vir comigo à delegacia prestar esclarecimentos quanto ao desaparecimento de um rapaz!

(Reação - Ela vai atacá-lo? Sim. Esse é um bom momento para sortear se algo inesperado acontece: Não. )

Emma Baker, Bruxa-Mãe Superprotetora [Soberano. Motivação: Possuir e Controlar]

Poderes:

      • Usar feitiços antigos e complicados
      • Criar amuletos de proteção
      • Voar
      • Maldição do Enfraquecimento: Quando ouve este encanto maldito, o alvo deve Agir sob Pressão para evitar -1 constante em rolagens de Braveza e Firmeza, enquanto estiver diante da bruxa.

Fraquezas: 

      • Se a bruxa enxergar seu próprio reflexo num espelho convexo, ficará aterrorizada e tentará fugir;
      • Se for distraída por algum efeito relevante durante a execução de um feitiço, pode perder o uso daquele feitiço por um tempo;
      • Algumas plantas podem ser usadas como amuletos contra sua presença ou podem enfraquecer suas maldições.
      • Bruxas são mortais e podem morrer pelos mesmos meios que os humanos comuns.

Ataques: arremessar objetos telecineticamente [perto 3-dano]; garras afiadas [contato 2-dano pequena rápida]; fogo das bruxas [longe 1-dano mágico ignora-armadura incendiário]

Armadura 1[pele enfeitiçada], Capacidade de Dano 7



A bruxa usa sua telecinésia para jogar uma cadeira contra a cabeça de William, através da janela. Sempre alerta ao perigo de combates, o detetive usa um movimento rápido do corpo para se defender e evita que a cabeça seja atingida, a roupa grossa absorve parte do impacto restante. William vai apenas sentir uma dor intensa? Sim. Isso não o impede de reagir, mas ele não quer correr o risco de matar a mulher, então ele procura ficar longe de sua vista e vai tentar arrombar a porta. Um chute apenas é suficiente? Não. Ele atira contra a tranca da porta, várias vezes, tentando criar uma chance de ser mais bem sucedido no arrombamento. (Reação: Buscar Vantagem. ) A bruxa aproveita esse tempo para sair voando por uma outra porta, abrigando-se no telhado. Ali, ela começa um feitiço ritualístico demorado, sabe-se lá para quê!

Com a porta arrombada, William entra na casa, apontando a arma para o marido da bruxa, mostrando o distintivo e mandando se abaixar. Ele obedece? Sim.

- Onde ela foi?!

(Atitude: Cauteloso)

Com as mãos para trás da cabeça e se ajoelhando, o velho responde:

- Eu... eu não sei! Talvez você possa me explicar o que está acontecendo!

- Sem tempo, senhor. Só me aponta a direção que ela tomou, vamos!

- Você vai matar minha esposa?

- Claro que não! Eu vou prendê-la, para ter explicações. Vamos logo! Pra onde ela foi?

(Ele vai continuar me enredando? Sim)

- Eu juro que não vi! Escute, eu só quero saber o que está acontecendo, do que ela está sendo acusada?

William tenta perceber se há alguma pista ou sinal de pra onde ela foi. Parece mesmo que o esposo não vai ajudar, vai só atrapalhar. (Investigar o Mistério: FALHA.) Mas, ao entrar no quarto do casal, o esposo corre e tranca o detetive pelo lado de fora.

Nesse momento, o rapaz Mark Baker entra na casa, tentando entender a situação, completamente transtornado, nervoso, choroso. Ao mesmo tempo, Joe, lá fora está tentando remodelar sua aparência e estabilidade como alma penada (Usar Magia: sucesso) - ele desfaz completamente o efeito que sofrera pelo olhar da bruxa e retorna para a casa, para ajudar seu parceiro.

Continua!