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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Os maiores heróis do mundo!!

Não é de hoje que eu sou apaixonado por quadrinhos de super-heróis. Também não é de hoje o meu "relacionamento" com o RPG. Surpreendentemente, porém, nunca tive um RPG baseado no tema das aventuras de super-heróis, embora já tenha jogado uma curta campanha de Gurps Supers lá na minha saudosa era de início de faculdade.

Esse ano, decidi que essa lacuna seria preenchida. E, atendendo a um pedido meu, minha noiva me deu de presente de aniversário de noivado o jogo Mutantes & Malfeitores. Segundo ele mesmo indica, o maior RPG de super-heróis do mundo!

 Portanto, hoje, vou passar aqui minhas primeiras impressões sobre o jogo. Espero que não ofendam ninguém... 

Para o texto e avante!

Apresentação

Não posso dizer que fiquei impressionado com o livro, em termos de edição e qualidade física. De fato, é bem comum. Fiquei um pouquinho decepcionado, na verdade, com a fragilidade do material de capa. Em se tratando de um livro de regras básicas de RPG, faz-se sempre necessário que ele tenha um pouquinho de resistência a "intempéries", dado o previsível uso a longo prazo. Mas não chega a ser algo catastrófico, levando em consideração que já tive (ou melhor dizendo, ainda tenho) jogos de qualidade física piores.

http://isuba.s8.com.br/produtos/01/00/item/111814/0/111814015_1GG.jpg
Conteúdo

Outro ponto que acho válido comentar são as ilustrações. São desenhos bem agradáveis, satisfatórios, mas nada que se possa dizer "Uau!" com os pelinhos da nuca arrepiados. Pode parecer uma crítica boba, mas o fã de quadrinhos que me disser que não se importa NADA com as ilustrações pode me atirar kriptonita!

O texto também não é falho, a leitura é divertida, mas não tive em nenhum momento aquele sentimento único de "chamado ao jogo", de ser conquistado por um trecho bacana. Outra vez, em se tratando de super-heróis, provocar empolgação é um elemento importante, e portanto deveria estar presente.


Sistema

O sistema de regras de M&M é o d20, mas com uma lista enorme de alterações, da raiz à folha. Tornou-se uma espécie de "d20 genérico", por assim dizer, uma versão d20 do Gurps  :D . Muito bom como "simulador", bem trabalhado para evitar "furos" e para cobrir uma ampla gama de situações próprias do gênero de aventuras para o qual foi elaborado (e muitos outros gêneros, na verdade), mas também tremendamente complexo, difícil de decorar e demorado para aprender. (Só não é mais difícil que GURPS, que esse tem diploma de doutorado em complexidade, mesmo sendo um dos melhores sistemas RPGs do mundo, na minha opinião).

Como exemplo desses aspectos negativos cito a minha dificuldade para criar meu primeiro personagem. Ok, ok, eu sei que o livro recomenda começar pelos Arquétipos pré-elaborados presentes em um de seus capítulos iniciais, mas minha única ideia em termo de contexto/narrativa não parecia se enquadrar em nenhum dos "templates" indicados, então o que eu podia fazer? Partir do zero e ver no que dava!

Na tentativa de pôr à prova a capacidade simulacionista de um sistema de construção de personagem totalmente estratificado, com pontos sendo pagos para cada parte da ficha separadamente, em vez do uso tradicional de classes do sistema d20, pesquisei cada mísero poder disponível nas listas, avaliando todas as possibilidades de alterações, através de Feitos de Poder, Extras, Falhas e Desvantagens. Teci algumas conclusões, mas tive dezenas - DEZENAS - de dúvidas ao longo do percurso. Não que as regras não estivessem fáceis de encontrar no livro; elas apenas não eram claras o bastante, como se pudessem querer dizer mais alguma coisa em certos trechos. Por sorte, eu tive ajuda de um mestre de longa data no sistema (não vou citar o nome, porque não pedi autorização), através da internet.

O resultado primário é que, devido ao tempo necessário para ler, reler, ler de novo, de novo, questionar minhas dúvidas e obter as respostas, levei uns oito dias para ter a ficha de meu herói pronta.

E o resultado final é que ficou MUITO LEGAL! Sim, avaliando o significado dos números e as possibilidades ao alcance do personagem com sua seleção de poderes, Habilidades básicas, Feitos, Perícias... ele é exatamente o que eu imaginei, não faltou nada! E para jogar vai ser facinho, porque o difícil mesmo era calcular todas aquelas características...

Pra não deixar passar batido, gostei de ver como funcionam os personagens na hora da ação e combates. Nada de pontos de vida. Em vez deles, temos condições de dano, como Machucado, Ferido, Inconsciente e Desabilitado. Temos ainda um sistema bem eficaz para simular exaustão/fadiga e, o mais surpreendente, o jogo usa apenas dados de vinte faces, seja para rolar testes de Habilidades, Perícias e Ataques, seja para dano. Desse modo, a condição de dano causada a um inimigo depende da diferença entre a jogada de Salvamento do alvo e a Classe de Dificuldade imposta pelo dano, existindo uma possibilidade boa de um golpe único desacordar um adversário quando o resultado do dado é muito baixo. Outro ponto de diferenciação em relação ao sistema d20 tradicional é a inexistência dos ataques de oportunidade. Simples assim.


Conclusão

De um modo geral, levei fé nesse jogo. Acredito que, para jogar ou mestrar, se tiver a oportunidade tão cedo, devo me sentir um pouco confuso e atrapalhado no começo, por conta da quantidade de tabelas a consultar e das diferenças significativas em relação ao d20 tradicional, mas não hei de me decepcionar. É uma compra que eu recomendo para quem estiver interessado em super-heróis nas suas campanhas, inclusive porque ele pode muito bem ser usado para outros gêneros com alguma ou quase nenhuma adaptação.

 http://jamboeditora.com.br/wp-content/uploads/2013/06/mm-escudo_arte.jpg

Só pra esclarecer: a ilustração acima não é do livro básico ;p (essa eu achei muito massa!)

Até a próxima!

sábado, 2 de novembro de 2013

O melhor e o pior da DC - Novos 52

Quase um ano e meio se passou, desde o lançamento da "nova DC" no Brasil. A reformulação de todo um universo de histórias, conhecida como a série Novos 52, foi-nos trazida pela Panini, e desde seu surgimento tem nos mostrado muita coisa boa, bem como muita porcaria. Enfim, após 16 edições, mais especiais, das revistas que estou colecionando, resolvi tecer alguns comentários sobre o assunto. Afinal, minha coleção da DC é, atualmente, meu principal passatempo.

Ao longo da matéria, os nomes de personagens são usados em letras comuns; os nomes das revistas originais americanas aparecem Assim# (traduzidos, quando aplicável) e os nomes dos "mixes"/pacotes nacionais aparecem Assim.

(A matéria contém alguns Spoilers...)




As melhores




Batman#: Sem sombra de dúvidas,  o Homem-Morcego tem recebido um destaque impressionante da DC neste novo universo. É o único herói da editora a ter três revistas principais, e você ainda pode ver aventuras de heróis "subalternos", na cidade de Gotham City, em mais uma porrada de revistas-irmãs. Sem contar que ele participa da Liga da Justiça# e da Liga da Justiça Internacional#.

A atenção sobre o Cavaleiro das Trevas é certamente merecida; apesar de que a maioria dos fãs da DC levanta a bandeira do Superman, quando se fala em "carro-chefe" da editora, eu sempre confiei nas histórias do Batman. E a revistas Batman#, dentre todas as existentes no pacote Batman da Panini, é a manda-chuva. As histórias têm bom roteiro e um misto bem equilibrado de todos os elementos que fazem de Batman um dos meus heróis favoritos - mistério, investigação, combate ao crime, sentimento de insanidade sempre pairando...

Muita polêmica houve sobre a mudança no passado do herói, com a possibilidade de ele ter um irmão. Eu sou sincero em afirmar que adorei a trama e vi nisso um trunfo muito bem colocado na identidade do universo Novos 52. Por outro lado, o personagem sofre com a grave falta de organização editorial por parte da DC. Afinal, suas histórias não foram inteiramente "rebootadas" e a ideia de que ele existe há apenas 5 anos dentro do cenário faz você se perguntar um monte de questões sem resposta conclusiva: por exemplo, como diabos ele teria adotado e treinado tantos Robins em apenas cinco anos de existência? Ele gerou seu filho Damian Wayne antes de ser Batman (o guri tem dez anos, se não estou enganado)? Por que ele tem a carta de seu pai na Batcaverna, trazida por Barry Allen de outra realidade,  se essa carta está relacionada a eventos anteriores ao presente universo Novos 52?

No que diz respeito às outras revistas do pacote Batman - Batman O Cavaleiro das Trevas# e Detective Comics#, não cometo nenhum engano em afirmar que são boas, mas seu nível de qualidade está um pouco aquém da principal. Particularmente, tem sido bastante difícil  relacionar as histórias umas com as outras, em termos de cronologia. Só recentemente, por exemplo, com a saga Morte da Família (da Batman#), ficou claro que os eventos da Detective Comics# que mostraram o desaparecimento do Coringa,  passaram-se um ano antes da saga A Corte das Corujas. E nesse tempo todo, Bruce Wayne teve duas namoradas (ou seriam três...?), mesmo que tantos grandes esquemas vilânicos estejam acontecendo nas três revistas...






Lanterna Verde#, Tropa dos Lanternas Verdes#, Lanterna Verde: Novos Guardiões#: toda a grande coleção relacionada à Tropa dos Lanternas Verdes é fenomenal. As tramas se encaixam com muita coesão e os diálogos são sempre bem elaborados. Sem contar que o lema dos lanternas, mesmo sendo algo tão "cafona", sempre surge nas histórias em um momento muito emocionante, tornando-o "aquele algo mais" pra fazer os pelinhos do braço arrepiarem durante a leitura! Além disso, os personagens são bastante cativantes: nomes como Hal Jordan, Guy Gardner, John Stewart e Kyle Rayner, e até mesmo o sempre contraditório Sinestro, tornaram-se ícones.

Dentre as três revistas, Novos Guardiões# começou um pouco fraca, por conta do problema clássico da formação de um grupo heterogêneo de personagens. Os diálogos dos primeiros números eram pobres, mesmo que a trama em si fosse interessante. Após o confronto dos heróis contra o anjo Invictus, as coisas se tornaram mais interessantes, principalmente por conta da ideia de Kyle Rayner estar reunindo o poder de todos as emoções do espectro em si, tornando-se uma espécie de "Lanterna multi-colorido" (isso soa estranho...), e então o único Lanterna Branco existente.

Só há um problema com toda a mitologia dos Lanternas dentro do Universo DC: eles não tiveram suas histórias propriamente reiniciadas com o lançamento dos Novos 52. Todas as revistas continuaram de onde estavam, a partir dos eventos de uma Guerra entre todos os tipos de lanternas e dos males da Noite mais densa. Além disso, é quase improvável localizar os eventos das três revistas em relação a outras da DC Novos 52, caso você esteja fazendo um esforço pra considerar que tudo é um mesmo universo coeso. Por dedução, acredito que a Guerra dos Lanternas teria ocorrido após a saída do Lanterna Hal Jordan da Liga da Justiça (o que ocorreu após os eventos da Jornada do Vilão); e da mesma forma, o número 1 da Tropa dos Lanternas Verdes# ocorre após a separação da Liga da Justiça Internacional (pois isso é crucial, com relação ao Lanterna Guy Gardner).





Liga da Justiça#: admito que o primeiro arco de histórias da Liga não era lá essas coisas - bom, no máximo, sem qualquer adjetivo mais específico. Os heróis se uniram, sem qualquer precedente, para enfrentar uma ameaça sem igual, vinda de outro mundo. A necessidade formou o grupo, ok, mas e quanto ao trabalho harmônico de equipe? Como ele se formaria de uma hora para outra? De todo modo, os fatos se sucederam muito rapidamente, com um roteiro que enfatizou a "porradaria" e pouco diálogo.

Depois disso, a revista da Liga compete em qualidade com as tramas dos Lanternas Verdes. A Jornada do Vilão foi uma história particularmente empolgante e O Trono da Atlântida, saga repartida com a revista Aquaman#, mostrou-se incrível.

Mais recentemente, temos sido abrilhantados pela participação de Shazam em histórias secundárias da revista. É meu herói favorito há algum tempo, e estou bastante interessado no futuro que o universo DC Novos 52 possa estar reservando para ele. Ainda não consigo entender por que ele não tem uma revista própria, mas fazer o quê? O fato de sua história estar sendo contada detalhe por detalhe, sem afobamento, é a característica mais marcante até aqui. A identidade do herói, como resultado, ficará bem definida para o novo cenário.




The Flash#: lembro de ter lido algumas histórias do Flash de tempos atrás. Mas nenhuma delas me marcou a ponto de eu poder afirmar que Flash era um dos meus heróis favoritos. No universo Novos 52, por outro lado, Flash obteve essa marca. Sua relação com a Galeria, os vilões de Central City e Keystone City, é algo bastante incomum, pois existe muita pessoalidade entre eles. É como se o Flash fosse um "quase-amigo" dos caras. E este é um ponto interessante de sua identidade. Além disso, a revista me conquistou simplesmente porque o roteiro é impecável.

Fiquei muito desapontado com a Panini por ter cancelado o mix Flash, sendo que, meses depois, eles trouxeram Arqueiro Verde e Exterminador de volta a um título, enquanto o Flash ficou na revista Universo DC. Pura sacanagem, principalmente porque eu não coleciono a referida revista...




Superman#: Com bons roteiros e um personagem cativante, a revista tem os ingredientes certos para estar sempre entre as mais vendidas e mais admiradas. Entretanto, por alguma razão, eu sempre tenho um "pé atrás", e leio cada número como se fosse o único (obviamente, relacionando com os números anteriores em termos de trama), porque nem todas as histórias que li até hoje do Super foram boas, como me ocorreu em relação ao Batman. Por exemplo, a primeira aparição de Helspont na revista é decepcionante, porque o vilão é muito clichê e os diálogos foram pobres. Além disso, a revista considera a existência do Super como uma longa história de combate a super-vilões e ameaças de todos os tipos. Mas até o número 16, não havia porque considerar Lex Luthor um vilão - exceto pelo fato de ele ter sido um vilão antes dos Novos 52.

Vejam bem: Lex aparece na revista Action Comics#, capturando e torturando o Super mais jovem. Mas ele tem "seus motivos", e está agindo sob supervisão e com autorização de um governo reconhecido. Seus métodos são maus, suas intenções questionáveis, mas ele tem real interesse em ajudar a humanidade - ou é isso que o roteiro deixa a entender. Como podemos afirmar que ele é um vilão de fato? E aí, relacionando esse contexto com sua primeira aparição em Superman#, pergunto: o que aconteceu para levar Luthor a ser preso numa fortaleza isolada e quase intransponível, exceto para o próprio Superman? Só o fato de ele ter tentado negociar com o Colecionador de Mundos? Acho crime maior o Superman invadir uma base autorizada por um governo legal, sem nenhum documento ou ordem de autorização, simplesmente porque ele pode!

Enfim, a revista está mostrando nos últimos números uma ótima saga, chamada Inferno na Terra, fortemente inter-relacionada com Supergirl# e Superboy#. Estou bem curioso quanto à sua conclusão.


Capitão Átomo#: Minha opinião sobre o herói mais poderoso - dentre os protagonistas - do Universo DC Novos 52 já apareceu aqui no Blog, em uma matéria específica dedicada ao mesmo. Infelizmente, descobri que nem nos EUA, nem aqui no Brasil, havia muitos leitores e fãs concordando comigo. Por conta disso, a revista foi cancelada.

A dúvida que paira em mim é o porquê. Tudo bem, os desenhos eram difíceis, mas apenas numa primeira impressão. Observando e analisando sob o ponto de vista do estilo que o artista buscava, dava pra perceber fácil que Capitão Átomo# era uma revista mais voltada para a ficção científica e o drama pessoal, e menos uma revista de super-herói, o que fazia tanto o personagem quanto as tramas algo diferente do comum; pra mim, uma qualidade excepcional. Além disso, os roteiros não tinham furos e os diálogos eram coesos. Enfim, não vou me delongar. A revista acabou e é o que há.


As piores



Liga da Justiça Internacional#: a formação desta equipe se deu da maneira mais inadequada possível. Por interesse da ONU, um montão de heróis que nada sabiam de si se reuniu para enfrentar o mal. Ok, não seria exatamente tão distante do conceito da Liga original, mas o que torna tudo uma grande porcaria é o roteiro ruim - sem coerência, sem coesão, sem qualidade nenhuma nos diálogos. Os personagens principais - que incluem o Lanterna Guy Gardner, o Gladiador Dourado, Batman e mais um monte de secundários fazendo ponta de protagonistas -discutem e brigam um monte pra se ajustarem como grupo e passam mais tempo sendo malsucedidos do que realmente fazendo algo que preste

Uma matéria da própria Panini a respeito das origens da revista menciona ideia de a LJI ser um tipo de "revista cômica de super-heróis", e aí você começa a se perguntar onde teriam colocado o lado cômico... No máximo, a LJI é uma tragédia sem graça, embora os personagens tenham sido tratados de forma bem "pastelão" - exceto o Batman, claro, que é sempre foda. Hehehehe.

E pra não dizer que tudo são cacas, bem... ah, não há o que salve essa aqui.




Arqueiro Verde#: no que diz respeito aos primeiros doze números, que vieram no mix Flash, toda a mitologia do antigo Arqueiro Verde (que eu conheci pouco, admito) parecia ter ido por água abaixo. Restava como protagonista um playboy irresponsável, de pouca inteligência visível (embora, até onde o conceito nos informa, ele é um grande gênio) e heroísmo duvidoso. Além disso, os motivos das tramas eram bobos, os diálogos ridículos, os vilões absurdos; e a arte de algumas edições chegava a ser incompreensível, ao ponto de eu admitir que Rob Liefeld não era o pior desenhista da DC...

A partir do número 17, Arqueiro Verde# entrou em nova fase. Nada do que havia sido feito até ali seria "cancelado", mas um novo rumo, com melhores roteiros e maior semelhança com o antigo mito, seria o enfoque. Isso veio ao Brasil na forma da nova revista Arqueiro Verde, que, com apenas um número até agora, parece que vai limpar o nome do nosso Robin Hood moderno, mas ainda temos que esperar para ver no que vai dar...


As Controversas



Action Comics#: Cabe dizer que adorei a primeira fase da revista. A reformulação da origem do Superman ficou excepcional. E, diferente de muita gente pela internet afora, eu não vi nenhum despautério em tornar o jovem Superman alguém mais ríspido e incisivo. Até porque ele se modifica um pouco depois de enfrentar o Colecionador de Mundos, percebendo o quanto suas ações na Terra tem significado, e parece apontar para um Superman mais "escoteiro", como todo mundo diz que ele tem de ser (E ele age assim na revista Superman#).

Mas esde que o vilão anão de outra dimensão Vingtvx começou a ser enfocado, a história toda ficou muito confusa... você nunca sabe em que tempo acontecem as histórias, se realmente acontecem ou não, é uma bagunça... Eu percebi que a primeira aparição da Legião dos Super Heróis e do Exército Anti-Superman, dentro do primeiro arco, ocorre no "momento errado" da trama: naquele momento, o módulo espacial kryptoniano ainda não estava em tamanho natural, a bordo da nave do Colecionador de mundos; em vez disso, estaria encolhido, dentro de um caminhão militar, na Metrópolis engarrafada. Logo, a história poderia ter sido mostrada ao final do primeiro arco, e não durante.

Com um pouco de esforço mental, dá pra entender, claro. Mas, mesmo que o propósito da trama seja exatamente esse - a confusão espaço-temporal criada por um ser superpoderoso que pode alterar a própria realidade- considerei o trabalho com o tema de leitura difícil.  Espero que melhore depois que a trama se encerrar - se é que vai se encerrar...






Exterminador#: Pegue qualquer edição da revista não assinada pelo famigerado Rob Liefeld e você tem roteiros simples, cheios de ação e diálogos concisos, mesmo que rápidos e rasteiros. Rola bastante sangue e dá pra sentir a adrenalina de cada cena, o que faz da revista uma leitura despretensiosa e divertida, pra quem curte ação, boa pra passar o tempo.

INFELIZMENTE a revista foi parar na mão do Rob Liefeld por vários números. Aí já viu: roteiro de qualidade péssima, diálogos mal elaborados, narrativa debilitada forçosamente focada em quadros de pensamentos... e desenhos muito, muito ruins, que não dá mesmo pra você chamar de "estilo do artista". A pior de todas foi a "origem" do protagonista, contada quase como uma biografia - e das bem detestáveis.

Por sorte, a DC devolveu o bom rumo à revista, tirando o o Rob Liefeld da jogada, no último número, que apareceu aqui no Brasil no novo mix Arqueiro Verde. Esperemos que não volte a piorar...


A Surpresa



Supergirl#: uma heroína adolescente perdida em um mundo que não entende, cheia de inseguranças típicas, não é algo em que apostar... mas os roteiros da revista tem sido bem cuidados e a protagonista mostrou seu valor. Outra qualidade que vem à mente é que a revista teve um cuidadoso "reboot" e total imersão dentro do novo Universo Novos 52, algo mal realizado (ou não realizado) em algumas outras revistas, como Batman e Lanterna Verde. Sua história com a Banshee Prateada foi fraca, mas a revista mantém meu apreço, principalmente nos números mais recentes, dentro da trama Inferno na Terra.

sábado, 22 de dezembro de 2012

O super-herói da vez: Capitão Átomo

Pois bem. Mais uma vez, veio ao blog falar sobre um dos meus passatempos favoritos de todos os tempos, que, ultimamente, tem sido mais frequente do que mesas de RPG ou partidas de jogos de cartas ou tabuleiro: a leitura de HQs. Afinal, entre os meus "leitores", sei que tem alguns que gostam bastante do assunto, e nada mais justo do que postar coisas que sejam do interesse de mais alguém além de mim!!

:)


A ideia neste artigo é apresentar um personagem a quem não o conhece, e recomendar a leitura da revista. E o herói escolhido é o Capitão Átomo! Afinal, escrever sobre Superman ou Batman daria MUITO pano pra manga, e se acha muita gente fazendo isso pela internet, por isso decidi que era hora de dar uma chance a esse personagem interessante, mas pouco comentado.

 https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQCUrj8uK26uYEljfUhiP-v4B1knkCz25BXTINQg22pVrQPagjRqQ

Não é de longa data que eu tenho conhecimento desse personagem, pode apostar. Na verdade, nunca tinha lido nada sobre o dito cujo, exceto por ocasionais aparições em revistas de outros heróis ou grupos da DC Comics, até que a editora "atualizou" as suas revistas, com o lançamento da série Novos 52. Mas, desde que comecei a ler suas histórias (que ocupam o "meio" das edições da revista Liga da Justiça), tenho sido cativado pelo seu roteiro diferenciado, uma mistura bem elaborada de ficção científica e super-heroísmo clássico, num argumento maduro.

Capitão Átomo foi criado em 1960 pelo desenhista Steve Ditko e o roteirista Joe Gill, para uma editora da qual eu jamais tinha ouvido falar, a Charlton Comics, tendo somente mais tarde sido adquirido pela DC Comics, onde o alter-ego do personagem, assim como a sua origem, foram alterados.

Nas minhas pesquisas sobre o personagem, deparei-me com o "portfólio" de Steve Ditko, que participou com Stan Lee da criação do Homem-Aranha, e de alguns dos mais icônicos vilões do cabeça-de-teia, como Duende Verde, Dr Octopus e Kraven, o Caçador, além de ter criado Rapina & Columba e Questão.

Já quanto ao personagem, descobri que sua origem era bem mais complicada no universo DC anterior à série Novos 52: acusado de um crime que não cometeu, o Capitão Nathaniel Adam tinha sido chantageado pelo governo americano a participar de um experimento atômico, em troca de perdão; o experimento acabou por fundir seu corpo a uma placa metálica extraída de um veículo alienígena e mandá-lo para vários anos no futuro, onde a chantagem do governo se tornou ainda maior, pois seu perdão nunca fora concedido. Foi assim que ele se tornou o Capitão Átomo, servindo à Força Aérea americana.

Sinceramente, acredito que se tivesse conhecido a versão anterior do herói, provavelmente não teria me afeiçoado a suas histórias. Na nova versão, o capitão Nathaniel Adam foi voluntário para um experimento num veículo que, supostamente, seria capaz de viajar entre planos dimensionais. Algo deu errado e seu corpo se desfez, mas ele foi capaz de refazê-lo, por meio dos poderes que adquiriu, ligados ao campo energético quântico. Agora, nos laboratórios de pesquisa Continuum, junto ao Dr Megala (que conduziu o experimento feito em Adam), o "ex"-Capitão da Força Aérea tenta entender suas novas capacidades e a estrutura de seu corpo, que parece inconstante e intensamente perigosa, tanto para os que estão ao seu redor, quanto para si mesmo. Enquanto isso, usa seus poderes para praticar o bem, salvar pessoas, essas coisas de heróis.

Um aspecto interessante e curioso é a semelhança desta versão do personagem com o Doutor Manhattan, da série Watchmen. Muitas pessoas na internet até criticam a reformulação do herói por conta disso, mas também encontrei referências de que o personagem mais poderoso da Watchmen fora inspirado no Capitão Átomo, e que a semelhança se acentuar agora nada mais é do que uma réplica da inspiração.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgud6yW3gOLFcOgGCBJSj_mQxQGwS9m5VnItyGVavZUWXd_ch6h5PS0Rgxx8IPPvyn-rOHNaRKtq7tXV_pxiqR_velIh4rb_HcTq2W3vRwtR8Y2qNQcykU8n-3LI_jD7DAt7yv5sDjdjS08/s1600/captain+atom.png

As histórias atuais estão sob o roteiro e traços de J.T. Krul e Freddie Williams II, dos quais eu nunca tinha ouvido falar antes... Do primeiro, descobri que escreveu as três primeiras edições de Green Arrow na série Novos 52 (o Arqueiro Verde aparece na revista Flash aqui no Brasil) e o segundo já foi desenhista num bocado de coisas. (Estranhamente, acho que o Arqueiro Verde tem sido um dos piores trabalhos da nova DC, mas sobre isso eu comento em outra oportunidade).

Então é isso, tá dada a dica. Até a próxima!


domingo, 2 de dezembro de 2012

Minhas histórias com as histórias em quadrinhos - Parte 2

Sobre revistas e scans

Continuando minha saga pessoal no infindável e maravilhoso mundo dos quadrinhos, que eu comecei nesta postagem...

... Infelizmente, lá por volta do início do ano 2001, eu havia decidido interromper minha coleção de HQs, o que se tratava principalmente de Spawn porque a revista estava se tornando cada vez mais cara, e eu tinha pouca grana com que manejar os meses na faculdade. Segui minha leitura da revista graças ao amigo Dimitri, como de costumo, mas até hoje lamento ter parado minha coleção...

... Ao acaso, enquanto a nova trilogia de Star Wars estava se exibindo nos cinemas, eu decidi colecionar a revista Star Wars que, na época, (200X ?) estava começando a ser publicada em português pela ediouro. Não fui muito adiante na coleção, assim como a própria revista não durou muito, mas foi uma aquisição interessante de cinco números...

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_KN_Ac3juHRnu1WV3xgzOIT8ghrnWAO3oEhVMffoqKvCKgYVQn2FMFu13kAKlp7_ocLUhm9KLZWHXTMjj_qdThDyUiPkrDrDDCrawDFOuhkH2z4ScTxNXdVBCt_gD4sHzvyVLiwarXIJV/s1600/Star+Wars+(Ediouro)+%2305.jpg
http://www.guiadosquadrinhos.com/ShowImage.aspx?id=22520&path=ediouro/s/st16710001.jpg&w=350&h=646

... Durante a faculdade conheci uma boa parte dos amigos com quem mais interagi a respeito de quadrinhos e RPG nos últimos dez anos, e tive a oportunidade de conseguir empréstimos ótimos de revistas como Homem- aranha - Marvel Millenium (que me deram a oportunidade de ficar fã dos Supremos) e Holy Avenger, uma revista em quadrinhos totalmente baseada no universo rpgístico.

http://www.sebosonline.com/upload/produtos/mini/MARMILL11_08102009174217.jpghttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiM-OW1px_InTLdQ1iscan_VBmL9q0974nJEdUiIwxqzllKmwwZ6LcOMa-XEAya7XpYQvL_4jWSpJVrcr7Z-v1X7d5IgcjywuCjF-z4lvpodymB6ycvmUL5KR-JtZuGIRArFxx8f1QilEM/s640/Holy+Avenger.JPG

 
... Veio então a mania, trazida pelos amigos e tão divulgada pela internet afora: colecionar scans e ler muitos quadrinhos na frente do computador. Admito, isso é pirataria, mas era a alternativa que estava à minha mão durante a faculdade. Nesse formato digital, li mais revistas nos últimos dez anos do que consegui ler em toda minha vida no formato papel. Incluí nas minhas leituras coisas como a coleção completa de Constantine/Hellblazer, vários e vários números de Sandman (embora eu já tivesse tido a oportunidade de ler algumas dessas anos antes, graças aos empréstimos do amigo Murilo), a magnífica Fábulas, dentre tantas outras que eu nem lembro, mas estão por aí...

http://collider.com/wp-content/uploads/the-sandman-neil-gaiman.jpghttp://img2.mlstatic.com/vertigo-dc-n-12-hellblazer-john-constantine-metal-pesado-mc_MLB-O-177395373_2214.jpghttp://www.literalmentefalando.com.br/wp-content/uploads/capa_fabulas_lne_baixasmall1.jpg

... Mas eu nunca gostei realmente de ler no computador. Não apenas me dói admitir o uso de pirataria pra manter o vício de leitura de quadrinhos, mas eu adoro pegar a revista nas minhas mãos, sentir o papel e ter a oportunidade de ler em qualquer lugar da casa. E, depois de uma conversa ótima com meu melhor amigo, ano retrasado, já trabalhando e podendo sustentar o vício, eu decidi: hora de voltar a colecionar HQs!! E é claro que eu não voltaria a colecionar quadrinhos com uma revista qualquer: voltei ao mundos dos gibis com os "sebos" e promocionais que pude encontrar de Conan - O Bárbaro!! Mas essa coleção ainda está carecendo de MUUUUUITOS números para ficar completa...

http://www.cursodequadrinhos.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/conanobarbaro76coverBG.jpghttp://dc124.4shared.com/img/36448086/36ba53a8/Conan_O_Cimrio_002.jpg?sizeM=3

... E finalmente chegamos a minha fase atual em quadrinhos! Graças à iniciativa da DC comics de fazer, mais uma vez, um reboot de suas principais revistas e recomeçar a numeração, notícia que me chegou ao acaso pela internet, decidi que era hora de fazer uma coleção atual e, com certeza, mais fácil de manter completa. Foi assim que cheguei à minha coleção atual, das revistas da Panini DC Novos 52, que incluem nas minhas caixas as revistas Batman, Superman, Liga da Justiça, Flash e Lanterna Verde, além de vários especiais e revistas ocasionais que aparecem desde então.

http://judao.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Os-Novos-52-580x389.jpg

... E, pra completar o "causo", eu sou fãzaço de Thor e compro de vez em quando edições especiais e relançamentos que saem do cara, ou que tenham ele como um dos principais.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgzQTTRRyn4I8eqG-2kzXRGXSPS_ZqAs8jf6WXwMOp211mh1vxNtJVyD4Mgzr1qEHY3Ly90Sxv4zdpPt_7H1r-q7fuqV01WI0nzeoBoZLCV3d-H33BGLaPm_TrvK-gAygE-SJF55l7xjQ2c/s1600/thor.jpghttp://www.paninicomics.com.br/image/image_gallery?img_id=5015878&t=1333748676170http://www.paninicomics.com.br/image/image_gallery?img_id=5185246&t=1338821466240http://i1129.photobucket.com/albums/m507/robertoheck/OS-MAIORES-CLSSICOS-DO-PODEROSO-THOR-VOL5_EM-BAIXA1.jpg

... E é isso, pessoal. Minhas experiências com quadrinhos. O que vocês acham? Têm alguma recomendação de leitura ou algo que eu possa me interessar em acrescentar à coleção?!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Minhas histórias com as histórias em quadrinhos - Parte 1

Primeiro, as atualidades do Blog

Não quero deixar as caldeiras do navio se apagarem de novo, e pra evitar que o barco afunde, tá na hora de postar de novo no Blog!

Ando tentando produzir alguns materias rpgísticos bacanas, principalmente para os Mestres de D&D 4ª edição, enquanto essa é ainda a edição mais "atual" da linha e continua sendo a minha edição favorita. Na verdade, uma mini-campanha, ambientada na minha visão do cenário básico do jogo. Só que material pra RPG é algo complicado de produzir. Pra ser legal mesmo, tem que ser feito em cima de pesquisa consistente, ser escrito com calma, testado tanto quanto possível (dentro dos limites da sanidade e da paciência), e acho que acima de tudo, bem redigido e formatado, pra agradar visualmente, de modo a atrair os leitores, antes que esses sejam - com sorte - conquistados pelo conteúdo. Já escrevi um bom bocado, mas travei na hora de desenhar, tanto o mapa da região onde as aventuras se passam, quanto as áreas dos encontros táticos... minha falta de talento para desenhos é um saco!

Ok, e o que mais? Também estou tentando produzir um cenário de batalha (ou mais de um, pra ser sincero), ou seja, um contexto e a descrição do "estado inicial" para ser usado como ponto de partida para um jogo de estratégia casual e sem muitas pretensões de ser "mega-fodástico", usando as regras que já postei aqui no Blog d' A Máquina de Guerra. Se tudo der certo, serão regras praticamente independentes dos livros do RPG, detalhadas o suficiente para serem usadas somente com o material da Máquina de Guerra, um tabuleiro hexagonal que os jogadores poderão imprimir e marcadores de forças. Por enquanto, só o que tenho são as ideias, porque achar um aplicativo satisfatório para desenhar mapas hexagonais é uma missão hercúlea, e eu não sou muito talentoso com desenhos. Marcadores são mais fáceis de fazer, e talvez eu nem precise fazê-los, realmente, já que existem marcadores gratuitos aos montes na internet. Fazer as coisas sem ajuda dá nisso, tudo trava!! Mas há de sair!

Por fim, os bloggeiros de plantão talvez percebam que eu fiz algumas atualizões e correções no design do blog, como os links dos sites que eu costumo seguir, e a possibilidade de votar nas reações às postagens. Talvez isso popularize as coisas, não? Hehehehehe.

E do que vamos falar hoje?

O que passo a contar agora são algumas histórias sobre o meu envolvimento com o passatempo glorioso de colecionar, ler e aficcionar-me por revistas de histórias em quadrinhos, dos mais variados gêneros, principalmente, mas não exclusivamente, de super-heróis. São apenas pinceladas de memórias de alguém que gosta mesmo de conversar sobre o assunto, para os leitores que também apreciam o tema. Comentem aí o que acharem do post, aqueles que o lerem, ok?!

Dos gibis às HQs

... definir uma real diferença entre gibi e história em quadrinhos é algo completamente fora de consenso, e só os mais filosóficos do hobby podem ser a favor da pretensão. Lembro até hoje uma matéria da antiga revista Wizards, da editora Globo, em que o autor mencionava que, pra ele, gibi era o nome do doce de amendoim que ele comia na infância ou algo assim. Como não quero iniciar uma discussão birrenta aqui, menciono apenas que, do meu ponto de vista, pelo aspecto mais popular da palavra, normalmente pronunciada com puculiar tonalidade pelos não apreciadores do hobby (que não chega a ser xula nem pejorativa, mas um tanto preconceituada, às vezes), Gibi é o termo mais apropriado para as histórias tipicamente direcionadas à faixa etária infantil, isto porque ninguém encara uma criança leitora de "gibis" com qualquer preconceito, exceto outras crianças, talvez, principalmente aquelas que gostam de praticar bullying... História em quadrinhos ou os termo ingleses comics/comicbooks são da preferência dos amantes do hobby: HQs para o mais íntimos, hehehe.

... Meu primeiro contato com quadrinhos deve ter ocorrido ainda quando eu estava aprendendo a ler, lá na distante terrinha onde nasci, a cidade de Uruguaiana. Lembro vagamente de uma revista de "Os Trapalhões" que ilustrava sua história principal à capa, "Didiana Jones".

http://atributo.files.wordpress.com/2009/07/aventurastrapalhoesrpg1sr1.jpg?w=500
Vejam isso! Um especial de RPG!!

... Maurício de Sousa foi o primeiro nome de autor de quadrinhos que eu reconheci e decorei. Não apenas porque ele assinava todas as revistas da "Turma da Mônica", mas também porque, vez ou outra, era ele próprio um dos personagens das histórias. Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão, Chico Bento, Horácio, Jotalhão e o resto da Turma da Mata, Piteco, Rolo, Tina, Pipa, Anjinho, Astronauta, Humberto, Xaveco, Franjinha, Bidu, Mingau, Floquinho, Do Contra, Nimbus, Capitão Feio, o Louco, Penadinho, Zé Vampir, Papa-capim... são tantos e tantos nomes de personagens, alguns com revistas próprias, outros secundários e até mesmo ocasionais, mas cada um tinha um gosto especial e espaço reservado na minha memória e imaginação para apreciação. Colecionei essas revistas até por volta dos 11 anos.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgPzu0hpDBr-nyeucEvVEUrJaosPUaSNbQmoy5yuizZwhxzvRMRKPxCtt_AT2ggMTjC5mdgLYIqOfy0oAWEvWxw-i2Pu9SND2SZkX7z5FlYFo3O7iq2VubPx9RKxgOm5IbjXoQlZHzBhmH4/s400/turma_monica.jpg

... Eu também tive algumas edições de Khin, e Pequeno Ninja. Na mesma época, tive oportunidade de arranjar alguns números emprestados de Pato Donald, Mickey Mouse, Zé Carioca, Urtigão...

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiYa8H205PFO4mhMd187-vr2IUAJ1d2jijMy2YzxMWoosTT0ZN6HR35v7cr7NqiXGnppnX9cdhSOZy2l59baY_vYfqI9ImGQjr0FZL9u6qRwrZBj70bA9KrGJUQuQ04yKJPOfBHVMQ2b0Ux/s400/urtig%C3%A3o.bmphttp://www.universohq.com/quadrinhos/2007/imagens/Zeca_ZeCariocagibi.jpg

... Muitos dos personagens acima foram inspiração para as primeiras histórias em quadrinhos que eu próprio tentei escrever durante minha infância, juntamente com outros heróis da mídia (como Jaspion, Cybercops, Maskman, Changeman, Ninja Jiraya, Jiban e outros live actions nipônicos oitentistas, que eu adorava!). É, eu gosto bastante de lembrar, escrever histórias em quadrinhos (das mais "sem pé nem cabeça", verdadeiras saladas de frutas imaginativas e com pouco contexto e nexo) era uma das minhas brincadeiras de criança. Coitados do meu pai e do meu irmão, que eu, de algum modo, conseguia obrigar a ler minhas histórias, e até comentar! Hehehehe.

... Meus primeiros contatos com histórias mais maduras vieram das coleções guardadas da juventude do meu pai. A Espada Selvagem de Conan eram as minhas favoritas, mas eu só vim a apreciá-las de verdade bem mais tarde, quando um trabalho como estagiário permitiu-me acrescentar números à sua coleção, na esperança de herdar o "legado". Pena que a minha mãe e o meu pai nunca entenderam essa pretensão e deram as revistas (incluindo as que eu tinha comprado!) pra biblioteca pública municipal, enquanto eu estava na faculdade, tentando arranjar um espaço pra poder levá-las comigo...

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/thumb/3/3e/A_Espada_Selvagem_de_Conan_01_(1984).jpg/250px-A_Espada_Selvagem_de_Conan_01_(1984).jpghttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5OTd15PUveYrI7YaKwldQ3camItgy-bdJl2x3-Yc5e77ZiepasUZ__w7fvxyrWHdLT9fE5jJ0FhR-upXS2kVHsBl_jiik05IeJrbnL8c17Njr62zxEziGFL9pi480BHIefBleUfUbm4g/s1600/ESC+07.jpghttps://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-y-cn5dScoao11csM523l9xTuNiRgEzHU4ndYgrq5PR93gJkxC4lTmz6PqLfVrd2kr7JQaId4ZHEzkusHoDdviIDHc2U1NIRYnoihkqGoDoIglqSSgig1B9fAnGLNMIIS-bfxO3nAq48/s320/conan+000.jpg

... Outras revistas que integravam a coleção do meu pai eram Calafrio e outras revistas de horror; algumas sobre guerra, das quais não recordo nem o nome; Heróis da TV; Superaventuras Marvel, e algumas outras. Se não estou enganado, meu irmão conseguiu obter algumas dessas pra ele, e o pai nem se importou (sniff, sniff)...

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... E na chegada da minha adolescência, veio às bancas Spawn nº1, da Image Comics, publicada pela Abril Jovem. Todd McFarlane seria o primeiro autor de quadrinhos de super-heróis que eu reconheceria e admiraria.

http://www.centralcitycomicsdb.com/spawn1.jpg http://img2.mlstatic.com/spawn-12-abril-nc-redwood_MLB-O-120051253_8232.jpghttp://www.coverbrowser.com/image/spawn/51-1.jpg

... Nessa época, todavia, a maior parte das histórias em quadrinhos que eu tive a oportunidade de ler eram empréstimos. Primeiramente, do meu irmão, como Super-homem, Batman, e outros heróis da DC Comics; de um amigo do meu irmão vieram Cyberforce e Wild CATs; e do meu grande amigo Dimitri vieram lotes da Marvel, incluindo histórias do Demolidor, Justiceiro, Hulk e Thor que saíam nas revistas Marvel 97 até Marvel 99, além das revistas Vertigo, com as fantásticas tramas do dramático Constantine/Hellblazer, e as fabulosas aventuras de Timothy Hunter - Os Livros da Magia. 

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/c/c1/Cyberforce_01_cover.jpg/250px-Cyberforce_01_cover.jpghttp://www.diversaostore.com.br/media/catalog/product/cache/1/image/42d9f566828f014758551309cb4f2c7a/m/a/marvel-97-abril-1.jpghttp://bimg2.mlstatic.com/revista-vertigo-1-a-7-editora-abril-hellblazer_MLB-F-3318253545_102012.jpg

Por hoje é só, mas talvez continue, numa próxima edição...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Categorias de Passatempos do Blog

Este deveria ter sido um dos primeiros posts deste Blog, com certeza. Mas só nesta semana dei-me conta da sua necessidade. O propósito é simples: definir, afinal de contas, que assuntos o Blog deve abordar.

Bom, caso você não tenha notado, o blog foi criado para falar, principalmente, de RPG e outros passatempos que eu adoto e admiro. RPG mereceria uma matéria própria para ser explicado a quem não conhece, mas vou deixar para outro momento. Por ora, quero falar de passatempos ou hobbies.

O que são Passatempos?


Procurei no Aurélio a definição da palavra, e cheguei somente à conclusão de que o Aurélio não deve ser fã de passatempos. "Divertimento, diversão" é apenas a significação, certo? Não corresponde a o que eu chamaria de definição. Que tal recorrermos à boa e velha Wikipédia?

"Passatempo ou hobby é a denominação dada a uma atividade de entretenimento livre que o indivíduo desenvolve sozinho ou coletivamente. Um passatempo pode manifestar-se de várias formas: desde uma atividade prática (culinária, esporte, modelagem,pintura) até uma pura e simples atividade intelectual (escrever, ler, filosofar). O passatempo não deve ser confundido com jogo, que é uma diversão envolvendo regras predeterminadas e objetivos."
 

Por essa eu não esperava!

Então, se eu pude entender direito, práticas como esporte ou pintura são categorias de passatempos? Mas um jogo qualquer não é um passatempo? Ou seria uma forma mais restrita de passatempo? Difícil dizer por tal texto.

Portanto, eu prefiro definir eu mesmo o que entendo por passatempos, porque, como já disse, os passatempos estão sob o foco deste Blog.

Um passatempo, sob o meu ponto de vista, é uma atividade realizada para o propósito máximo de divertir. Algumas características, porém, diferem os passatempos de algo que você simplesmente gosta de fazer:
  • Um passatempo envolve algum nível de coleção, por mínimo que seja;
  • Um passatempo é uma atividade repetitiva, mas que, para aquele que a pratica, não o parece ser;
  • Um passatempo é uma atividade no nível do "amadorismo";
  • O praticante de um passatempo considera o mesmo um excelente foco para longas horas de conversação, e até mesmo pode se envolver em discussões calorosas e polêmicas sobre o tema, ou para postar verdadeiros "wall texts" (mensagens muito longas, tipo 'muralhas de texto') no twitter, facebook, orkut, blogs, etc [ :) ];

Muitas outras características poderiam estar na lista, mas vamos ficar com essas para nossa filosofia de hoje.
 
Visto que um passatempo sempre envolve algum nível, por mínimo que seja, de coleção, vamos a alguns exemplos para uma melhor explicação do que quero dizer. Logo de cara, vem à nossa mente a ideia de colecionar selos, notas de dinheiro antigas, moedas, caixas de fósforos, latinhas de refrigerante ou cerveja, carrinhos do HotWheels, brinquedos de Lego e, é claro, jogos dos mais diversos, com cartas, tabuleiros, livros, dados, etc. Mas não sejamos tão restritos! Um fã de futebol que assiste os jogos na TV, ouve em rádio, junta páginas de jornal com notícias de seu time ou sobre o campeonato, além de cartazes, camisetas, etc, está praticando um passatempo. Também estará o cara que joga futebol todas as terças e quintas-feiras, e tem em casa os seus "uniformes", incluindo caneleiras, chuteiras/tênis, meias próprias, etc. Mas o futebol em si é um esporte, e pode ser tomado somente como esporte, e não como passatempo, por muitas pessoas, como aquelas que jogam só de vez em quando, ou por "obrigação escolar", como quase sempre foi o meu caso, na adolescência, ou que assistem ao futebol da TV como quem está vendo o horário político.

E ao falar de futebol (e outros esportes), chegamos ao segundo fator: a repetitividade. Fala sério?! Toda partida de futebol é igual, caramba!... Começa sempre do mesmo jeito, tem sempre o mesmo objetivo, e envolve sempre os mesmo elementos... Ou será que não? Acontece que pra quem gosta, faz muita diferença uma partida entre Náutico e Juventus, ou entre Grêmio e Internacional, ou entre Barcelona e Real Madri, ou Flamengo e Fluminense... a abertura de uma Copa do Mundo de Futebol não tem o mesmo "gostinho" da final da Copa do Brasil, não é mesmo? Ainda mais "diferente" se torna uma partida dependendo da escalação, e talvez até do estádio onde acontece.

Da mesma forma, um colecionador de revistas em quadrinhos valoriza as diferenças entre os desenhistas e arte-finalistas, entre os roteiristas, as editoras, os personagens, os gêneros... A melhor história de Spawn já escrita não tem o mesmo "sabor" que "Espectros no Castelo Rubro", um clássico d' A Espada Selvagem de Conan. Mas, pra quem lesse uma revista dessas ao acaso, na sala de espera de uma consulta médica (ainda quero ver o médico que vai colocar revistas em quadrinhos na sua sala de espera, hehehehe), pareceriam iguais. Ou assim eu acho, porque eu teria de perguntar a um não fã de quadrinhos o que se passa na sua cabeça. Penso que seja o mesmo que eu penso do futebol.

E outra vez usarei o futebol para explicar por que, na maior parte do tempo, ele é mais um esporte do que um passatempo, assim como vôlei, handebol, basquetebol, etc. Porque um passatempo é principalmente praticado no nível do amadorismo, isto é, sem finalidade lucrativa, sem chance de reconhecimento popular, sem fama e fortuna. Futebol e outros esportes são praticados pela maioria das pessoas no nível do amadorismo, mas também são reconhecidos como profissões. Atleta, jogador de futebol, jóquei, pugilista, etc. São profissões. Eu não posso adotar "jogador de videogame" como profissão, não é mesmo? (Tá, tudo bem, na última década, principalmente nos EUA, Japão e Coreia do Sul, alguns jogos eletrônicos vêm sendo praticados 'profissionalmente', mas esse é um aparte dos tempos modernos, não uma regra) Por isso, considero esportes como esportes, e passatempos são outra coisa. Isso não implica, porém, que um esporte não possa ser praticado como passatempo, como já disse antes. E, pra não correr o risco de ser contrariado por algum leitor, um passatempo também pode ser o "ganha pão" de alguém: os criadores/desenvolvedores dos passatempos como jogos, videogames, miniaturas, figurinhas, etc., ganham a vida assim, não é mesmo? Mas, para meu total espanto, já descobri que muitos dos desenvolvedores nem sempre são praticantes fanáticos desses hobbies, diferindo-se de seu público-alvo.

Hm, então isso poderia nos levar a um adendo à regra: um passatempo pode ser praticado como profissão, mas só é passatempo enquanto amador.

Quanto ao quarto item de nossa lista filosófica de características, acho que não preciso comentar. Tudo o que estou fazendo aqui é EXATAMENTE pôr a prova do quarto item!

E que passatempos são o foco do "Covil do Narrador"?


Os passatempos que pretendo manter sempre indo e voltando por aqui são aqueles que eu mais aprecio. Passatempos ou hobbies de nerd, eu bem sei, mas são o que me agrada, e como agrada a muito mais gente, como eu também sei muito bem, acho que são ótimos temas para o Blog. Até a presente data, porém, só falei de alguns desses temas, mas quero que fique bem definido que a minha gama de interesses é maior do que as postagens mostraram até o momento.

Vamos à lista:



RPGs: Roleplaying Games estão no topo da lista - não por acaso. Comecei a jogar com 13 anos, quase sempre como Mestre de Jogo / Dungeon Master / Narrador, e sou apaixonado por esse passatempo. É o gênero de jogo que mais concede liberdade criativa, interatividade e a possibilidade de expressar-se. É educação de forma lúdica, podendo ajudar a angariar mais facilmente conhecimentos de áreas como história, matemática, filosofia, através da diversão que propicia com seus cenários e enredos. Já foi demonstrado que pode ser até mesmo terapêutico (por /monografiasteses/dissertações de Mestrado/Doutorado em psicologia), pois pode auxiliar-nos a refletir sobre situações que poderíamos vivenciar sem a necessidade de realmente nos submetermos a elas. E, é claro, é divertido! Jogo e mestro em muitos sistemas e cenários, dentre os quais: Storyteller - Mundo das Trevas, Storyteller - Street Fighter RPG, D&D 1ª e 4ª edições (e 3.5 apenas como jogador), Daemon (mas eu sou do tempo da 2ª edição do Arkanun...), etc.


Jogos de Tabuleiro ou Tabletop: jogos clássicos, como damas, ludo, xadrez, dominó... gosto de todos, embora, na atual época, não tenha mais que uma caixinha de dominó furreca guardada numa caixa empoeirada no canto mais inalcançável da minha prateleira. Jogos modernos, como os jogos de simulação, ou estratégia de guerra, ou wargames (com ou sem miniaturas) também estão na categoria do que eu acho "massa", mas tenho poucos destes (War - Império Romano, Inferno - Batalhas no Abismo e Bushido), porque conheço pouca gente com quem poderia jogar, e a maior parte mora longe, então decidi não investir - por enquanto. Sei que existe muita diferença entre os "euros" e os jogos do american style, mas ainda não pude ter mais que meia hora de Carcassone, que me foi propiciada pelo amigo Cássio. Entre os jogos de tabuleiro que mais gostei até hoje, acho interessante nomear Classic Dungeon e Hero Quest, por sua óbvia relação com os RPGs e porque o último foi o responsável por eu ter conhecido os RPGs, de fato.

Jogos de Cartas: Houve um tempo em que eu jogava com muita frequência e conhecia as regras de um montão de jogos de cartas, para serem jogados com o baralho francês ou tradicional, assim como o baralho ítalo-espanhol. Pife, pontinho, escova, canastra, truco, rouba-monte, guerra (se bem que, falha-me a memória agora, acho que os dois anteriores são o mesmo jogo... alguém sabe?), dorminhoco, poker, paciência. Hoje em dia, lembro vagamente de algumas regras da maioria dos que acabei de citar, com exceção de pife e truco, que são garantidos. Também sempre fui fã dos jogos mais "exóticos" de cartas, fossem eles de cartas colecionáveis ou não, como Spellfire (que eu possuo 5 conjuntos de 55 cartas, e jogo por regras que baixei da internet, correspondentes à 4ª edição do sistema, se não me engano), Magic - The Gathering (já joguei, mas nunca possuí), Uno e outros.

Revistas em Quadrinhos: Coleciono HQs desde, sei lá, acho que desde que aprendi a ler, mas em fases mais infantes da vida eu colecionava Turma da Mônica (incluindo as revistas individuais de cada personagem, Parque da Mônica e almanaques), algumas da Disney, Kim e Akay, Pequeno Ninja e até Os Trapalhões. Depois, a partir da adolescência, passei a ler e colecionar revistas de super-heróis (mais ler que colecionar, isso é um fato), e daí surgem nomes como Spawn, Conan e Batman, dentre muitos outros. Atualmente, é o passatempo com o qual gasto dinheiro mais frequentemente, porque as coleções são mensais (e coleciono várias revistas).

Literatura de Fantasia, Ficção Científica e Terror: Também não tenho muitos exemplos desses na minha prateleira, mas já li "alguma coisa" ao longo da pequena vida... Considero a leitura como passatempo, a propósito, porque, como já citei, diverte, envolve coleção, é uma atividade amadora e pode ser um excelente tema para bate-papo. Também pratico a escrita de poesias, contos e livros amadoramente, o que reforça meu interesse no assunto, e é por essa razão que prefiri demonstrar meu interesse no tema em outro Blog . Entre as preciosidades que tenho aqui comigo, cito O Estrangulador, de Sidney Sheldon, Histórias Extraordinárias, de Edgar Alan Poe, um livro de contos e um romance de Conan, do meu grande ídolo terreno Robert Erwin Howard, A Guerra dos Tronos e suas continuações, de George Martin, Histórias de Robôs 1, de Isaac Asimov (e outros autores) e, pra que ninguém me acuse de preconceito contra a literatura nacional, O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna e uma coletânea chamada Contos de Vampiros, organizada por Flávio Moreira da Costa. Várias outras pérolas da literatura entrariam pra minha lista anterior, por eu ter lido e adorado, se estivessem na minha prateleira, quais sejam: a trilogia Senhor dos Anéis e O Hobbit, de John Ronald Reuel Tolkien, O Código Da Vinci, de Dan Brown, O Rei das Estrelas, de Edmond Hamilton, Tropas Estelares, de Robert Heinlein, Frankenstein, de Mary Shelley e O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson. Cabe citar que nunca tive a oportunidade de ler Drácula, de Bram Stoker, e achei que Entrevista com o Vampiro, de Anne Rice perturbava minha imaginação, logo não consegui ler até o fim.


Jogos Eletrônicos (videogames e jogos para PC): Houve um tempo em que eu era mesmo fissurado por Nintendo 64 e os maravilhosos Zelda - Ocarina of Time, Mario 64, 007 - Goldeneye, Mario Kart 64, Diddy Kong Racing e Star Wars - Rogue Squadron. E olha que o videogame era do meu irmão! Depois, veio a febre dos jogos de PC, entre os quais cito o Freelancer, a saga Warcraft e Heroes of Might and Magic. Aí, chegou o tempo em que eu finalmente tenho um PS3 em casa, mas com poucos jogos... e quase nunca jogo! É, fazer o quê... Atualmente, não posso mesmo que considerar um hobbista de jogos eletrônicos, porque pratico pouco essa atividade, mas já fui, e acho que, dado o devido tempo, voltarei a ser algum dia. Sou cheio de manias que vêm e vão.

 

What's Next?


Bom, então eu acho que chego ao fim de mais esse Wall Text nostálgico. Como dá pra ver, os meus passatempos não são poucos, e pretendo falar de todos eles aqui, dentro em breve... ou não. Como de costume, eu não consigo manter uma periodicidade fixa pra esse blog, assim como para o outro. Mas ele segue vivo e forte, até que eu me esgote de tanto escrever!

Ah, sim, não sei se entra como passatempo, mas eu adoro tirar fotos da minha cadelinha, também. hehehehe

Vai aí um tchauzinho da Cheater!

Sou Brute Solo Level 35, quer encarar?