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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Categorias de Passatempos do Blog

Este deveria ter sido um dos primeiros posts deste Blog, com certeza. Mas só nesta semana dei-me conta da sua necessidade. O propósito é simples: definir, afinal de contas, que assuntos o Blog deve abordar.

Bom, caso você não tenha notado, o blog foi criado para falar, principalmente, de RPG e outros passatempos que eu adoto e admiro. RPG mereceria uma matéria própria para ser explicado a quem não conhece, mas vou deixar para outro momento. Por ora, quero falar de passatempos ou hobbies.

O que são Passatempos?


Procurei no Aurélio a definição da palavra, e cheguei somente à conclusão de que o Aurélio não deve ser fã de passatempos. "Divertimento, diversão" é apenas a significação, certo? Não corresponde a o que eu chamaria de definição. Que tal recorrermos à boa e velha Wikipédia?

"Passatempo ou hobby é a denominação dada a uma atividade de entretenimento livre que o indivíduo desenvolve sozinho ou coletivamente. Um passatempo pode manifestar-se de várias formas: desde uma atividade prática (culinária, esporte, modelagem,pintura) até uma pura e simples atividade intelectual (escrever, ler, filosofar). O passatempo não deve ser confundido com jogo, que é uma diversão envolvendo regras predeterminadas e objetivos."
 

Por essa eu não esperava!

Então, se eu pude entender direito, práticas como esporte ou pintura são categorias de passatempos? Mas um jogo qualquer não é um passatempo? Ou seria uma forma mais restrita de passatempo? Difícil dizer por tal texto.

Portanto, eu prefiro definir eu mesmo o que entendo por passatempos, porque, como já disse, os passatempos estão sob o foco deste Blog.

Um passatempo, sob o meu ponto de vista, é uma atividade realizada para o propósito máximo de divertir. Algumas características, porém, diferem os passatempos de algo que você simplesmente gosta de fazer:
  • Um passatempo envolve algum nível de coleção, por mínimo que seja;
  • Um passatempo é uma atividade repetitiva, mas que, para aquele que a pratica, não o parece ser;
  • Um passatempo é uma atividade no nível do "amadorismo";
  • O praticante de um passatempo considera o mesmo um excelente foco para longas horas de conversação, e até mesmo pode se envolver em discussões calorosas e polêmicas sobre o tema, ou para postar verdadeiros "wall texts" (mensagens muito longas, tipo 'muralhas de texto') no twitter, facebook, orkut, blogs, etc [ :) ];

Muitas outras características poderiam estar na lista, mas vamos ficar com essas para nossa filosofia de hoje.
 
Visto que um passatempo sempre envolve algum nível, por mínimo que seja, de coleção, vamos a alguns exemplos para uma melhor explicação do que quero dizer. Logo de cara, vem à nossa mente a ideia de colecionar selos, notas de dinheiro antigas, moedas, caixas de fósforos, latinhas de refrigerante ou cerveja, carrinhos do HotWheels, brinquedos de Lego e, é claro, jogos dos mais diversos, com cartas, tabuleiros, livros, dados, etc. Mas não sejamos tão restritos! Um fã de futebol que assiste os jogos na TV, ouve em rádio, junta páginas de jornal com notícias de seu time ou sobre o campeonato, além de cartazes, camisetas, etc, está praticando um passatempo. Também estará o cara que joga futebol todas as terças e quintas-feiras, e tem em casa os seus "uniformes", incluindo caneleiras, chuteiras/tênis, meias próprias, etc. Mas o futebol em si é um esporte, e pode ser tomado somente como esporte, e não como passatempo, por muitas pessoas, como aquelas que jogam só de vez em quando, ou por "obrigação escolar", como quase sempre foi o meu caso, na adolescência, ou que assistem ao futebol da TV como quem está vendo o horário político.

E ao falar de futebol (e outros esportes), chegamos ao segundo fator: a repetitividade. Fala sério?! Toda partida de futebol é igual, caramba!... Começa sempre do mesmo jeito, tem sempre o mesmo objetivo, e envolve sempre os mesmo elementos... Ou será que não? Acontece que pra quem gosta, faz muita diferença uma partida entre Náutico e Juventus, ou entre Grêmio e Internacional, ou entre Barcelona e Real Madri, ou Flamengo e Fluminense... a abertura de uma Copa do Mundo de Futebol não tem o mesmo "gostinho" da final da Copa do Brasil, não é mesmo? Ainda mais "diferente" se torna uma partida dependendo da escalação, e talvez até do estádio onde acontece.

Da mesma forma, um colecionador de revistas em quadrinhos valoriza as diferenças entre os desenhistas e arte-finalistas, entre os roteiristas, as editoras, os personagens, os gêneros... A melhor história de Spawn já escrita não tem o mesmo "sabor" que "Espectros no Castelo Rubro", um clássico d' A Espada Selvagem de Conan. Mas, pra quem lesse uma revista dessas ao acaso, na sala de espera de uma consulta médica (ainda quero ver o médico que vai colocar revistas em quadrinhos na sua sala de espera, hehehehe), pareceriam iguais. Ou assim eu acho, porque eu teria de perguntar a um não fã de quadrinhos o que se passa na sua cabeça. Penso que seja o mesmo que eu penso do futebol.

E outra vez usarei o futebol para explicar por que, na maior parte do tempo, ele é mais um esporte do que um passatempo, assim como vôlei, handebol, basquetebol, etc. Porque um passatempo é principalmente praticado no nível do amadorismo, isto é, sem finalidade lucrativa, sem chance de reconhecimento popular, sem fama e fortuna. Futebol e outros esportes são praticados pela maioria das pessoas no nível do amadorismo, mas também são reconhecidos como profissões. Atleta, jogador de futebol, jóquei, pugilista, etc. São profissões. Eu não posso adotar "jogador de videogame" como profissão, não é mesmo? (Tá, tudo bem, na última década, principalmente nos EUA, Japão e Coreia do Sul, alguns jogos eletrônicos vêm sendo praticados 'profissionalmente', mas esse é um aparte dos tempos modernos, não uma regra) Por isso, considero esportes como esportes, e passatempos são outra coisa. Isso não implica, porém, que um esporte não possa ser praticado como passatempo, como já disse antes. E, pra não correr o risco de ser contrariado por algum leitor, um passatempo também pode ser o "ganha pão" de alguém: os criadores/desenvolvedores dos passatempos como jogos, videogames, miniaturas, figurinhas, etc., ganham a vida assim, não é mesmo? Mas, para meu total espanto, já descobri que muitos dos desenvolvedores nem sempre são praticantes fanáticos desses hobbies, diferindo-se de seu público-alvo.

Hm, então isso poderia nos levar a um adendo à regra: um passatempo pode ser praticado como profissão, mas só é passatempo enquanto amador.

Quanto ao quarto item de nossa lista filosófica de características, acho que não preciso comentar. Tudo o que estou fazendo aqui é EXATAMENTE pôr a prova do quarto item!

E que passatempos são o foco do "Covil do Narrador"?


Os passatempos que pretendo manter sempre indo e voltando por aqui são aqueles que eu mais aprecio. Passatempos ou hobbies de nerd, eu bem sei, mas são o que me agrada, e como agrada a muito mais gente, como eu também sei muito bem, acho que são ótimos temas para o Blog. Até a presente data, porém, só falei de alguns desses temas, mas quero que fique bem definido que a minha gama de interesses é maior do que as postagens mostraram até o momento.

Vamos à lista:



RPGs: Roleplaying Games estão no topo da lista - não por acaso. Comecei a jogar com 13 anos, quase sempre como Mestre de Jogo / Dungeon Master / Narrador, e sou apaixonado por esse passatempo. É o gênero de jogo que mais concede liberdade criativa, interatividade e a possibilidade de expressar-se. É educação de forma lúdica, podendo ajudar a angariar mais facilmente conhecimentos de áreas como história, matemática, filosofia, através da diversão que propicia com seus cenários e enredos. Já foi demonstrado que pode ser até mesmo terapêutico (por /monografiasteses/dissertações de Mestrado/Doutorado em psicologia), pois pode auxiliar-nos a refletir sobre situações que poderíamos vivenciar sem a necessidade de realmente nos submetermos a elas. E, é claro, é divertido! Jogo e mestro em muitos sistemas e cenários, dentre os quais: Storyteller - Mundo das Trevas, Storyteller - Street Fighter RPG, D&D 1ª e 4ª edições (e 3.5 apenas como jogador), Daemon (mas eu sou do tempo da 2ª edição do Arkanun...), etc.


Jogos de Tabuleiro ou Tabletop: jogos clássicos, como damas, ludo, xadrez, dominó... gosto de todos, embora, na atual época, não tenha mais que uma caixinha de dominó furreca guardada numa caixa empoeirada no canto mais inalcançável da minha prateleira. Jogos modernos, como os jogos de simulação, ou estratégia de guerra, ou wargames (com ou sem miniaturas) também estão na categoria do que eu acho "massa", mas tenho poucos destes (War - Império Romano, Inferno - Batalhas no Abismo e Bushido), porque conheço pouca gente com quem poderia jogar, e a maior parte mora longe, então decidi não investir - por enquanto. Sei que existe muita diferença entre os "euros" e os jogos do american style, mas ainda não pude ter mais que meia hora de Carcassone, que me foi propiciada pelo amigo Cássio. Entre os jogos de tabuleiro que mais gostei até hoje, acho interessante nomear Classic Dungeon e Hero Quest, por sua óbvia relação com os RPGs e porque o último foi o responsável por eu ter conhecido os RPGs, de fato.

Jogos de Cartas: Houve um tempo em que eu jogava com muita frequência e conhecia as regras de um montão de jogos de cartas, para serem jogados com o baralho francês ou tradicional, assim como o baralho ítalo-espanhol. Pife, pontinho, escova, canastra, truco, rouba-monte, guerra (se bem que, falha-me a memória agora, acho que os dois anteriores são o mesmo jogo... alguém sabe?), dorminhoco, poker, paciência. Hoje em dia, lembro vagamente de algumas regras da maioria dos que acabei de citar, com exceção de pife e truco, que são garantidos. Também sempre fui fã dos jogos mais "exóticos" de cartas, fossem eles de cartas colecionáveis ou não, como Spellfire (que eu possuo 5 conjuntos de 55 cartas, e jogo por regras que baixei da internet, correspondentes à 4ª edição do sistema, se não me engano), Magic - The Gathering (já joguei, mas nunca possuí), Uno e outros.

Revistas em Quadrinhos: Coleciono HQs desde, sei lá, acho que desde que aprendi a ler, mas em fases mais infantes da vida eu colecionava Turma da Mônica (incluindo as revistas individuais de cada personagem, Parque da Mônica e almanaques), algumas da Disney, Kim e Akay, Pequeno Ninja e até Os Trapalhões. Depois, a partir da adolescência, passei a ler e colecionar revistas de super-heróis (mais ler que colecionar, isso é um fato), e daí surgem nomes como Spawn, Conan e Batman, dentre muitos outros. Atualmente, é o passatempo com o qual gasto dinheiro mais frequentemente, porque as coleções são mensais (e coleciono várias revistas).

Literatura de Fantasia, Ficção Científica e Terror: Também não tenho muitos exemplos desses na minha prateleira, mas já li "alguma coisa" ao longo da pequena vida... Considero a leitura como passatempo, a propósito, porque, como já citei, diverte, envolve coleção, é uma atividade amadora e pode ser um excelente tema para bate-papo. Também pratico a escrita de poesias, contos e livros amadoramente, o que reforça meu interesse no assunto, e é por essa razão que prefiri demonstrar meu interesse no tema em outro Blog . Entre as preciosidades que tenho aqui comigo, cito O Estrangulador, de Sidney Sheldon, Histórias Extraordinárias, de Edgar Alan Poe, um livro de contos e um romance de Conan, do meu grande ídolo terreno Robert Erwin Howard, A Guerra dos Tronos e suas continuações, de George Martin, Histórias de Robôs 1, de Isaac Asimov (e outros autores) e, pra que ninguém me acuse de preconceito contra a literatura nacional, O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna e uma coletânea chamada Contos de Vampiros, organizada por Flávio Moreira da Costa. Várias outras pérolas da literatura entrariam pra minha lista anterior, por eu ter lido e adorado, se estivessem na minha prateleira, quais sejam: a trilogia Senhor dos Anéis e O Hobbit, de John Ronald Reuel Tolkien, O Código Da Vinci, de Dan Brown, O Rei das Estrelas, de Edmond Hamilton, Tropas Estelares, de Robert Heinlein, Frankenstein, de Mary Shelley e O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson. Cabe citar que nunca tive a oportunidade de ler Drácula, de Bram Stoker, e achei Entrevista com o Vampiro, de Anne Rice, muito "gay" (nada contra os homossexuais, eu juro, mas eu não suportei o teor da coisa, porque perturbava minha imaginação, logo não consegui ler até o fim).


Jogos Eletrônicos (videogames e jogos para PC): Houve um tempo em que eu era mesmo fissurado por Nintendo 64 e os maravilhosos Zelda - Ocarina of Time, Mario 64, 007 - Goldeneye, Mario Kart 64, Diddy Kong Racing e Star Wars - Rogue Squadron. E olha que o videogame era do meu irmão! Depois, veio a febre dos jogos de PC, entre os quais cito o Freelancer, a saga Warcraft e Heroes of Might and Magic. Aí, chegou o tempo em que eu finalmente tenho um PS3 em casa, mas com poucos jogos... e quase nunca jogo! É, fazer o quê... Atualmente, não posso mesmo que considerar um hobbista de jogos eletrônicos, porque pratico pouco essa atividade, mas já fui, e acho que, dado o devido tempo, voltarei a ser algum dia. Sou cheio de manias que vêm e vão.

 

What's Next?


Bom, então eu acho que chego ao fim de mais esse Wall Text nostálgico. Como dá pra ver, os meus passatempos não são poucos, e pretendo falar de todos eles aqui, dentro em breve... ou não. Como de costume, eu não consigo manter uma periodicidade fixa pra esse blog, assim como para o outro. Mas ele segue vivo e forte, até que eu me esgote de tanto escrever!

Ah, sim, não sei se entra como passatempo, mas eu adoro tirar fotos da minha cadelinha, também. hehehehe

Vai aí um tchauzinho da Cheater!

Sou Brute Solo Level 35, quer encarar?
















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